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Perfil: Alexander Lukashenko, presidente de Belarus | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A vitória de Alexander Lukashenko nas eleições presidenciais de Belarus não foi surpresa para a oposição ou para observadores ocidentais. Desde que chegou ao poder, há 12 anos, ele consolidou seu domínio na ex-república soviética. Os métodos de Lukashenko vêm gerando críticas do ocidente - em particular do governo americano, que o descreveu como o "último ditador da Europa", no comando de um "posto de tirania". Organizações de defesa dos direitos humanos e governos ocidentais reclamam que as vozes da oposição são caladas e que a mídia independente foi eliminada. Mas o presidente tem o apoio de muitos bielo-russos por manter a estabilidade política e econômica no país. Origens humildes Apesar de hoje parecer enraizado no coração da elite de Belarus, Lukashenko tem origens humildes. Criado por uma mãe solteira em uma vila pobre do país, ele começou a ter sucesso como administrador de uma fazenda coletiva no fim dos anos 80. Lukashenko entrou na política no fim da década e logo estabeleceu sua reputação como um homem direto com instintos autoritários. "Um estilo autoritário de governar é característico da minha pessoa, e sempre admiti isso", disse em agosto de 1993. "Você precisa controlar o país e o principal é não arruinar a vida das pessoas." Em 1996, Lukashenko dispensou o parlamento que tentava um processo de impeachment contra ele e aumentou seu controle sobre o judiciário. Enquanto isso, muitos ex-aliados e ex-ministros deixaram o país ou se juntaram à oposição. Outros, como o antigo vice-primeiro-ministro Viktar Hanchar e o ex-ministro de Assuntos Internos Yuryy Zakharanka simplesmente desapareceram. Amigos russos Essa postura isolou Lukashenko e a Rússia é a principal aliada do presidente de Belarus. O governo russo oferece apoio com o fornecimento de energia a preços baixos. Além disso, os dois países estão em negociações para a formação de um "Estado de união". Lukashenko parece não se deixar abater por críticas dentro e fora de seu país. "Eu venho ouvindo essas acusações por mais de dez anos e já nos acostumamos", disse antes das eleições. "Nós não vamos responder a elas. Eu quero partir do princípio que as eleições em Belarus são realizadas para nós mesmos. Tenho certeza de que o povo de Belarus é o chefe em nosso Estado." Lukashenko disse que qualquer um que se junte aos protestos da oposição será tratado como "terrorista" e acrescentou: "Nós vamos torcer seus pescoços, como se faz com patos." |
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