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Atualizado às: 20 de março, 2006 - 19h37 GMT (16h37 Brasília)
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'Novo plástico' pode substituir silício, dizem cientistas

Cientistas americanos e britânicos afirmam ter desenvolvido um novo plástico que pode substituir o silício e se transformar em material para dispositivos eletrônicos.

A criação do “novo plástico” foi divulgado na revista científica Nature Materials.

A invenção – acreditam os inventores – poderá também cortar os custos de televisores de tela plana e popularizar o uso de papel eletrônico.

O novo plástico é mais barato, pois pode ser preparado usando técnicas simples de impressão, ao invés das técnicas caras e elaboradas usadas no processamento do silício.

Os pesquisadores informaram à revista que, até o momento, a velocidade com que polímeros conduzem eletricidade é muito baixa para que estes materiais substituam o silício. Mas, segundo os cientistas, esta barreira agora poderá ser superada.

Orgânico

O novo material é um polímero orgânico, faz parte de uma classe de substâncias que são usadas para a fabricação de todo tipo de material: de sacos de lixo a painéis de energia solar. Esse material já é usado para fabricação de alguns dispositivos eletrônicos.

Em 2004 a gigante de aparelhos eletrônicos Philips anunciou a fabricação de uma tela flexível com o uso de polímeros orgânicos. Outras companhias como a Cambridge Display Technology usou os polímeros para fabricar componentes eletrônicos para transmissão de energia e luz, chamados diodos.

Mas a performance desses plásticos sempre os colocou em segundo lugar na escolha entre polímeros e silício. A nova criação, porém, o politiofeno semicondutor, pode mudar esta situação.

Os cientistas trabalharam no novo plástico para que ele altere sua estrutura molecular, o que significa que ele pode ser mais eficiente para conduzir uma corrente elétrica e também poderá ser dissolvido em uma solução para produzir tinta.

Estas modificações dão ao material uma vantagem sobre o silicone tradicional, que precisa ser processado em temperaturas altas e a vácuo, um processo vagaroso, caro e que gera muito lixo.

O novo polímero pode ser produzido usando impressoras de jato de tinta ou técnicas semelhantes às usadas para produzir revistas ou papel de parede.

Usos

A equipe já usou a nova técnica para a fabricação de transistores, uma das partes fundamentais para construção de circuitos eletrônicos. Os cientistas acreditam que o material será usado em áreas em que o silício ainda não pode competir.

"As aplicações iniciais poderão ser simples, como produtos eletrônicos descartáveis, seguido por pequenas telas refletivas. No futuro, poderá ser usado em telas maiores como telas de alta resolução", disse Iain McCulloch, um dos gerentes de projeto na companhia britânica Merck Chemicals e um dos autores do artigo.

Não é provável que o novo polímero vá competir com o silício no setor de fabricação de processadores de computador.

A parte mais importante dos computadores precisa de materiais de extrema pureza e precisão, o que não é conseguido com esses polímeros.

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