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Atualizado às: 09 de março, 2006 - 11h06 GMT (08h06 Brasília)
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Polícia soube no mesmo dia que Jean era inocente, diz Guardian
Jornais
Na Grã-Bretanha, o The Guardian diz em sua manchete nesta quinta-feira que altos funcionários da polícia britânica apresentaram “evidências” que colocam em dúvida a versão oficial sobre a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, no ano passado.

Segundo o jornal, “várias testemunhas” contaram à comissão que investiga o caso que, horas depois que Jean Charles foi baleado, altos oficiais da polícia já temiam que “o homem errado havia sido morto”.

O chefe da polícia metropolitana de Londres, Ian Blair, afirma que só soube que um inocente havia sido morto 24 horas depois do ocorrido.

Mas outros policiais presentes na sede da corporação dizem que, no mesmo dia do assassinato, “planejamento e discussão” começaram a tomar lugar sob a “premissa de que um inocente havia sido morto”.

Blair é acusado por familiares de Jean Charles de ter passado informações erradas ao público no dia em que o eletricista brasileiro foi morto.

Etanol

Outro jornal britânico, o Financial Times, publica uma reportagem sobre o programa do etanol no Brasil.

“O Brasil se prepara para cultivar o próximo combustível mundial”, diz o título da reportagem.

O texto diz que o país está mais bem posicionado do que qualquer outro para assumir a dianteira na “tendência” global de buscar combustíveis alternativos.

O jornal também afirma que o Brasil deve ganhar novos mercados na área na medida em que a União Européia for eliminando seus subsídios à produção de açúcar.

EUA e o Islã

O jornal americano Washington Post reproduz em sua manchete os resultados de uma pesquisa segundo a qual “está aumentando a percepção negativa do islamismo” nos Estados Unidos.

“Na medida em que a guerra do Iraque entra em seu quarto ano, uma parcela crescente de americanos está expressando visões desfavoráveis do Islã, e uma maioria agora diz que os muçulmanos têm uma propensão desproporcional à violência”, diz o texto.

De acordo com a pesquisa, 46% dos americanos têm uma visão negativa do islamismo – sete pontos percentuais a mais do que “nos tensos meses após os ataques de 11 de setembro de 2001”, nas palavras do diário da capital americana.

“Especialistas conservadores e liberais dizem que as atitudes dos americanos com relação ao Islã são alimentadas em parte por declarações políticas e reportagens da mídia que se concentram quase que exclusivamente nas ações de extremistas muçulmanos, afirma a reportagem.

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