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EUA perdem contato com seqüestrados no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 250 estrangeiros já foram seqüestrados no Iraque desde o início da invasão liderada pelos Estados Unidos ao país, em março de 2003. O número exato de americanos não é conhecido, mas um levantamento que cita as datas e as nacionalidades dos reféns indica a existência de quatro americanos numa lista de 40 estrangeiros que, acredita-se, ainda são mantidos como reféns no país. Em dois casos, Jeffrey Ake, diretor de uma empresa que trabalha na recuperação da infra-estrutura do Iraque, capturado em abril do ano passado, e o pacifista Tom Fox, seqüestrado em novembro, os contatos cessaram e não se sabe se eles continuam vivos no Iraque. "Pensamos que, já que não tivemos mais notícias, Tom está vivo. Se tivesse sido morto, já saberíamos", contou à BBC Brasil Cliff Kindy, que trabalha com Tom Fox na Christian Peacemaker Teams (CPT), uma organização baseada em Chicago que prega soluções não violentas e defende a saída das tropas americanas do Iraque. Os dois estiveram juntos no Iraque numa outra viagem, no início do ano passado. Extensão do prazo Fox estava em Bagdá com três outros colegas da organização – o britânico Norman Kember e os canadenses Harmeet Sooden e James Loney – quando o carro em que eles estavam com o motorista e tradutor foi interceptado por outros dois carros e os quatro tirados do veículo. O ataque aconteceu em 26 de novembro do ano passado. O grupo responsável pelo seqüestro divulgou um vídeo dos reféns, junto com as reivindicações: a libertação de todos os prisioneiros iraquianos, tanto das tropas americanas como iraquianas, e o fim da ocupação. O prazo de 8 de dezembro para o cumprimento da exigência foi estendido em 48 horas, e depois não houve mais contatos. "O fato de que eles estenderam o prazo significa que alguma coisa estava acontecendo", acredita Kindy. Ele diz que todos os integrantes da organização fizeram um intenso treinamento para enfrentar situações de perigo e ele acredita que os reféns foram capazes de sensibilizar os seqüestradores através do diálogo. A família de Fox preferiu se manter longe dos jornalistas, mas o CPT conseguiu a mobilização de importantes líderes e grupos religiosos muçulmanos e está fazendo nesta semana uma série de manifestações pela libertação dos reféns e contra a ocupação americana em Washington. "Alguns dos maiores líderes pediram para que nada seja feito a eles, explicando que eles estão do lado dos iraquianos e são contra a invasão americana. Se for um grupo muçulmano que está com eles, é possível que se dêem conta e estejam neste momento pensando o que vão fazer", disse Kindy. Baseado na própria experiência no Iraque – para onde ele viajou três vezes nos últimos três anos – ele acredita que é possível que eles sejam liberados. "Eu já experimentei a hospitalidade iraquiana em momentos em que eu não esperava. Então eu imagino que eles estão sendo bem cuidados", afirmou. O CPT preferiu não pedir a ajuda do governo americano no caso. Mas a situação é diferente no caso da jornalista Jill Carroll, de 28 anos, que no momento mobiliza a opinião pública americana. Ela foi seqüestrada no dia 7 deste mês quando ia para uma entrevista num dos bairros mais perigosos de Bagdá. O tradutor dela foi assassinado, mas o motorista escapou. Nesta terça-feira, os seqüestradores divulgaram um vídeo mostrando imagens de Jill falando com a câmera, mas sem áudio, e ameaçaram matá-la se os Estados Unidos não libertarem um grupo de mulheres prisioneiras do Iraque. O pai dela, Jim, pediu que ela seja liberada. "Nós respeitosamente pedimos que por favor tenham piedade dela e permitam que ela retorne para casa para sua mãe, irmã e família", diz uma nota divulgada no website do jornal para o qual ela trabalhava como freelancer, o Christian Science Monitor. O editor do jornal, Dave Cook, disse que o jornal não havia tido nenhum contato direto com os seqüestradores, mas que a empresa estava "explorando todas as possibilidades", quando foi questionado sobre contatos com o governo americano. A empresa também manteve contato com líderes religiosos do Oriente Médio para que eles fizessem apelos pela libertação da jornalista. |
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