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Atualizado às: 17 de janeiro, 2006 - 23h42 GMT (21h42 Brasília)
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Governo tenta esclarecer seqüestro no Iraque 'com discrição'
O engenheiro João José Vasconcellos Júnior
Vasconcellos está desaparecido desde janeiro de 2005
O governo continua empreendendo esforços com "discrição e cautela" para esclarecer o seqüestro do engenheiro brasileiro João José Vasconcellos Júnior no Iraque, segundo nota divulgada pelo Itamaraty.

"As iniciativas do governo brasileiro foram - e continuam a ser - tomadas com a cautela e a discrição necessárias, tendo em conta a natureza sensível e dramática do problema", afirma o Ministério no comunicado.

Vasconcellos, que trabalhava para a empreiteira Odebrecht, está desaparecido desde 19 de janeiro do ano passado, quando foi levado como refém em uma emboscada ao veículo em que viajava nos arredores da cidade de Baji.

Poucos dias depois, a TV árabe Al Jazeera, baseada no Catar, divulgou imagens de documentos pesssoais e pertences do engenheiro, assim como uma reivindicação do ataque pelos grupos Brigadas Al Mujaheddin e Exército Ansar al-Sunna.

Investigações dificultadas

A nota oficial diz que o fato de o seqüestro ter ocorrido no Triângulo Sunita, "foco de intensos bombardeios aéreos e combates", dificultou a realização de investigações "durante grande parte dos últimos 12 meses".

O Itamaraty enumera as iniciativas que tomou no último ano "sempre na busca de um desfecho favorável para o caso".

Segundo a nota, o seqüestro foi tratado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Celso Amorim com "interlocutores do mais alto nível", que teriam se mostrado dispostos a colaborar com o governo brasileiro.

O comunicado também relaciona iniciativas como o envio de diplomatas, incluindo o embaixador extraordinário para o Oriente Médio, Affonso Celso de Ouro Preto, e a formulação de apelos humanitários, "com o apoio de personalidades políticas, esportivas e religiosas".

O jogador de futebol Ronaldo, por exemplo, fez um apelo na rede de TV árabe Al-Arabiya, baseada em Dubai.

Na nota, o Ministério das Relações Exteriores agradece a "valiosa colaboração" das comunidades árabe e islâmica no Brasil, e países árabes e islâmicos, "cujos representantes, ademais de formularem apelos diretos pela libertação do refém brasileiro, deslocaram-se ao Oriente Médio, onde tiveram oportunidade de acompanhar o Embaixador Ouro-Preto em diversas gestões".

"O governo brasileiro tem agido com firmeza e determinação na busca de um desfecho para o caso, sempre em contato com a empresa Norberto Odebrecht e com a família do Senhor Vasconcellos Júnior", conclui a nota.

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