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Carteira de seqüestrado chega ao Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Ministério das Relações Exteriores recebeu nesta quarta-feira uma carteira de mergulhador que pertence ao engenheiro brasileiro João José Vasconcellos Jr., seqüestrado no Iraque no dia 19 de janeiro, disse o ministro da pasta, Celso Amorim. Segundo Amorim, este é, aparentemente, o mesmo documento mostrado pela emissora de televisão árabe, Al Jazeera, poucos dias depois do desaparecimento do brasileiro. O ministro afirmou que, embora considere a chegada do documento ao Itamaraty "um fato importante" por ser um "primeiro contato concreto que se logrou", ela não indica se o engenheiro está vivo ou morto. Amorim disse que a obtenção do documento mostra um "resultados dos esforços" que o governo brasileiro e a empresa onde trabalha o engenheiro, a construtora Norberto Odebrecht, estão fazendo para libertá-lo. O ministro não revelou como a carteira de Vasconcellos foi obtida alegando questões de segurança. Ele afirmou, contudo, que o embaixador extraordinário do Brasil para o Oriente Médio, Affonso Celso de Ouro Preto, continua na região para lidar com o caso. "Nós continuamos tendo esperança, nós continuamos a receber indicações ou, pelo menos, indícios de que ele (Vasconcellos) poderia estar vivo. Nós estamos trabalhando, obviamente, com essa hipótese", disse Amorim. Poucas informações Desde que Vasconcellos foi seqüestrado enquanto trabalhava para a Odebrecht em uma usina elétrica iraquiana, poucas informações foram divulgadas sobre o caso. Dias depois do seqüestro - no qual morreram um segurança britânico e um motorista iraquiano - um grupo de militantes (Brigadas el-Mujahedeen) enviou para TVs árabes um vídeo com imagens de notas de Real e a carteira de mergulhador de Vasconcellos. As imagens foram consideradas suficientes para comprovar que Vasconcellos havia sido capturado, mas nenhuma prova de que o engenheiro está vivo foi fornecida até agora. O governo brasileiro e a família do engenheiro também já fizeram vários apelos pela libertação dele por meio da mídia árabe e de líderes religiosos, mas sem nenhum resultado concreto. |
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