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Seqüestro de brasileiro desaparece da imprensa árabe | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A mensagem do jogador Ronaldo pedindo a libertação do engenheiro brasileiro João José Vasconcelos Júnior, seqüestrado no Iraque em janeiro, conseguiu algum destaque para o caso na mídia árabe, mas desde então o assunto acabou saindo quase completamente do noticiário. Na noite da quarta-feira, a embaixada brasileira em Amã, na Jordânia, onde está o núcleo responsável pelos assuntos relativos ao Iraque, emitiu uma nota oficial pedindo a libertação do brasileiro e tentando chamar de novo a atenção da mídia e de entidades da sociedade civil iraquiana para o caso. "O Brasil foi contrário à intervenção militar no Iraque e não enviou forças ao país e nem pretende fazê-lo", diz a nota. "Existe no Brasil uma vasta comunidade de origem árabe, de cerca de 10 milhões de pessoas, de diversas religiões, e essa população nunca foi objeto de qualquer discriminação. (…) Fazemos um forte apelo para que, em nome da amizade entre nossos povos seja assegurada a libertação de João José Vasconcelos." O editor-chefe da rede de TV Al-Arabiya, Nabil Khatib, disse à BBC Brasil que a nota ainda não havia chegado à sede da emissora em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, mas que a estação poderia divulgá-la quando a recebesse. "A última notícia que demos sobre o caso foi em 28 de janeiro, na reportagem com Ronaldo e com um parente do engenheiro", disse Khatib. Novidades Uma fonte na rede Al-Jazeera disse que o caso seria examinado, mas que o valor jornalístico do caso se reduz à medida em que o tempo passa e que novas notícias aparecem no Iraque. "Já tem algum tempo que não fazemos referência específica a este caso. Claro que se houver algum fato novo ele será noticiado, mas atualmente não parece haver", disse. Especialistas de empresas de segurança que trabalham no Iraque disseram à BBC Brasil que usar a imprensa local é uma das táticas possíveis quando há dificuldade de contatos com os seqüestradores. Nem o governo brasileiro nem a construtora Norberto Odebrechet – da qual Vasconcelos é funcionário – informaram se os seqüestradores fizeram algum contato depois de terem reivindicado a responsabilidade pela ação, poucos dias depois de o brasileiro ser levado, em 19 de janeiro. A rede Al-Arabiya foi, entre as grandes cadeias de TV do Oriente Médio, a que mais interesse demonstrou no caso e, segundo o editor Nabil Khatib, exibiu uma reportagem grande com o apelo de Ronaldo. "Mas infelizmente não tivemos nenhum retorno direto dos espectadores", disse Khatib. |
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