|
Embaixador diz ter esperança em fim de seqüestro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O embaixador brasileiro em Amã, Antônio Carlos Coelho da Rocha, afirmou neste sábado que têm esperanças na libertação do engenheiro brasileiro João José Vasconcelos Jr, seqüestrado no Iraque há dez dias. "Temos esperança. Vamos trabalhar até o final", afirmou o representante do Brasil na Jordânia. Indagado sobre o estado de saúde de Vasconcelos, o embaixador disse, no entanto: "Não temos informações de nenhum dos lados". Na sexta-feira, havia sido divulgado pela imprensa que o embaixador Affonso Celso de Ouro-Preto, enviado pelo Itamaraty a Amã para acompanhar o caso, iria à Síria negociar a colaboração do país na resolução do seqüestro. Ajuda síria Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou ao presídente sírio, Bashar al-Assad, para que ele interviesse na tentativa de negociar a libertação do engenheiro. O líder sírio disse que seu país estaria disposto a colaborar com o governo brasileiro. Mas o embaixador Coelho da Rocha não confirmou nem descartou a viagem do enviado especial à Síria, limitando-se a dizer: "Há várias possibilidades". Sigilo Coelho da Rocha, o representante do Núcleo de Iraque, Paulo Joppert Crissiúma, e o enviado especial do Itamaraty, Affonso Celso de Ouro-Preto, passaram parte da sexta-feira reunidos na embaixada em Amã. Os três trabalham juntos na tentativa de obter a libertação do engenheiro brasileiro. Os diplomatas têm no entanto mantido sigilo em relação aos detalhes da estratégia que está sendo adotada. Eleições Desde a sua chegada a Amã, Ouro-Preto teria se encontrado com representantes de várias embaixadas estrangeiras na capital jordaniana, entre elas as da Espanha, China, Itália e Grã-Bretanha, países que já tiveram cidadãos seqüestrados no Iraque. A embaixada não revelou o resultado dessas consultas. Os diplomatas também estariam tentando contactar a Associação dos Clérigos Muçulmanos no Iraque, grupo que ajudou na libertação de três reféns japoneses no ano passado, mas até a tarde de sexta-feira esse contato não havia sido estabelecido. A proximidade das eleições no Iraque, marcadas para domingo, pode estar dificultando a obtenção de informações sobre o paradeiro de João Jose Vasconcelos Jr. ou sobre as intenções do grupo que o seqüestrou. As fronteiras do Iraque estao fechadas, e várias medidas de segurança foram implementadas restringindo o movimento de pessoas e de veículos no país. Vasconcelos, que trabalha para a empresa Norberto Odebrecht, desapareceu na quarta-feira, dia 19 de janeiro, na cidade de Beiji, onde a companhia realizava reparos em uma usina termoelétrica. O grupo Saraya (Brigadas) Al-Mujahedin teria assumido o seqüestro em um vídeo transmitido no sábado pelo canal de TV árabe Al-Jazeera. Os insurgentes teriam realizado o ataque em conjunto com um outro grupo insurgente, o Ansar Al-Sunna. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||