|
Muçulmanos brasileiros fazem apelo por libertação de refém | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A comunidade muçulmana do Brasil está enviando uma carta à Associação dos Clérigos Muçulmanos do Iraque pedindo para que a organização faça um apelo ao grupo que seqüestrou o engenheiro brasileiro João José Vasconcelos Jr. há 13 dias. Na carta, o representante da comunidade muçulmana brasileira, xeque Ali Abdouni, e o vice-representante, xeque Jihaed Hammaddeh, lembram a posição do Brasil em relação à guerra no Iraque. "O próprio presidente brasileiro se dirigiu às Nações Unidas para defender o Iraque e se opor à invasão injusta. Ele continua a se manifestar nesse sentido através de seus discursos e declarações", afirmam os xeques na carta que foi escrita em árabe e em inglês. Os xeques também lembram que o brasileiro "seqüestrado pelo grupo Ansar Assuna" trabalha para uma empresa brasileira – Norberto Odebrecht – que tem filiais em todo o mundo. Na carta – escrita na embaixada brasileira em Amã, onde os xeques se encontraram com o embaixador Antônio Carlos Coelho da Rocha – eles afirmam ainda que Vasconcelos Jr. "não é um traidor e não tem nenhuma relação com as tropas que ocupam o país". A carta será entregue ao porta-voz da Associação dos Clérigos no Iraque, Muthanna Hareth al-Dhari, com quem os xeques já se encontraram no Líbano antes de virem para Amã. Mesquitas Na ocasião, Al-Dhari havia prometido ajudar na libertação do brasileiro pedindo para que todos os clérigos iraquianos façam um apelo durante os sermões nas mesquitas. Os xeques estão retornando ao Líbano ainda nesta segunda-feira onde entrarão em contato novamente com o clérigo para organizar uma reunião dele com o enviado especial do Itamaraty para tratar do caso, o embaixador Affonso Celso de Ouro-Preto. A reunião, quando confirmada, deverá ser realizada no Líbano. Ouro-Preto está na Síria se encontrando com autoridades do país que poderiam também estar colaborando para a libertação do refém. O próprio presidente sírio, Bashar al-Assad, havia dito em conversa com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, por telefone, na semana passada, que estaria disposto a ajudar. Sem contato Segundo o xeque Ali Abdouni, os seqüestradores do engenheiro brasileiro não fizeram nenhum novo contato com a empresa. "O último contato foi o vídeo transmitido pela Al-Jazeera", disse Abdouni, se referindo ao vídeo transmitido no sábado, dia 22 de janeiro, no qual o grupo Saraya (Brigadas) al-Mujahideen admite ter seqüestrado o brasileiro em conjunto com o Ansar al-Sunna. Abdouni acredita que as eleições no Iraque, realizadas no domingo, podem ter dificultado um contato pelos seqüestradores. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||