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Iraquianos acham que país melhorou, diz pesquisa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma pesquisa de opinião encomendada pela BBC em conjunto com outros veículos de comunicação mostra que 46% dos iraquianos dizem que a situação do país hoje é muito melhor ou melhor do que era antes da guerra em 2003. Para 39% dos entrevistados, a situação piorou. A maioria, ou 69% dos 1,7 mil pesquisados, diz ainda que a situação no país daqui um ano será ótima ou boa. Apesar do otimismo, os iraquianos se mostram divididos em relação à situação do país no momento. Satisfação individual Sem comparar com o período anterior à guerra, 53% acham que a situação do país é péssima ou ruim, enquanto 44% dizem que ela é ótima ou boa. Do ponto de vista pessoal, 31% das pessoas dizem que não têm problemas. Para 16%, segurança é o maior problema em seu dia-a-dia, enquanto 11% dizem que o maior problema é não ter emprego. Além disso, 71% das pessoas dizem que suas vidas estão ótimas ou boas – a taxa praticamente não mudou desde fevereiro de 2004, quando era de 70%. O levantamento também mostra que 70% dos iraquianos quer um governo centralizado. Em uma pesquisa feita em fevereiro de 2004, esse número era de 79%. Por outro lado, 9% querem que o país seja separado em vários Estados independentes, e 18% querem um grupo regional de Estados. Em diferentes perguntas sobre forma de governo, os entrevistados dizem que ter “um líder forte” e “democracia” são muito importantes. No entanto, quando eles tiveram que escolher entre um líder forte e democracia, a maioria (51%) disse que o mais importante agora é ter um líder – para 28% o mais importante é ter um sistema democrárico. Quando se fala do futuro, porém, a maior parte dos entrevistados disse que em cinco anos ter uma democracia será mais importante (45%) do que ter um líder forte (31%). Segurança A segurança é a principal preocupação da maior parte dos iraquianos, com 33% dizendo que é nessa área que o país mais precisa evoluir nos próximos 12 meses. “Paz e estabilidade” vêm em segundo lugar (19%), antes de “uma vida melhor” (8%), a “saída dos americanos do país” (6%) e um “governo estável” (3%). Quase 65% disseram que se opõem à continuação de tropas estrangeiras no Iraque, embora muitos concordem que agora elas devam permanecer para restaurar a segurança. O que os iraquianos mais temem para o futuro é que o país caia em uma situação de caos ou em uma guerra civil. Para 33%, esses são os piores cenários, ante 4% que acham que o pior cenário seria a divisão do país em vários Estados. Um dos problemas práticos que mais afeta a população é a falta de eletricidade: 60% dos entrevistados relataram algum tipo de falha nessa área, com a falta de luz podendo durar até dias em casos extremos. Embora vivam em um país com a segunda maior reserva de petróleo do mundo, apenas 19% dos iraquianos que têm carro dizem que não precisam esperar para abastecer, sendo que 4% dizem ter que esperar até quatro dias para conseguir gasolina. Celular O levantamento também mostra que nos últimos dois anos os iraquianos ampliaram bastante seu acesso a alguns bens de uso doméstico. Agora, 99% das residências possuem uma televisão – aparelho descrito como principal fonte de informação. A grande maioria (90%) também tem refrigerador, e 86% das casas têm antena parabólica. Mais de 60% dos iraquianos possuem telefone celular, em comparação a apenas 5% dois anos atrás. Além da BBC, participaram da pesquisa divulgada nesta segunda-feira ABC News, NHK, Time Magazine e Der Spiegel. A pesquisa, cuja margem de erro foi estabelecida entre 2% e 3%, foi realizada pelo instituto Oxford Research International, entre outubro e novembro de 2005. |
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