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Atualizado às: 05 de dezembro, 2005 - 17h42 GMT (15h42 Brasília)
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'Não tenho medo de ser executado', diz Saddam
Saddam Hussein durante o julgamento
Saddam Hussein nega as acusações feitas contra ele
O ex-presidente iraquiano Saddam Hussein disse nesta segunda-feira durante seu julgamento, em Bagdá, que "não tem medo" da possibilidade de ser executado.

A declaração foi feita durante a primeira sessão em que uma testemunha prestou depoimento ao vivo, perante o juiz, sobre crimes de que o Saddam é acusado.

A testemunha, Ahmed Hassan Mohammed, apresentou detalhes sobre a morte de em 1982 de 148 pessoas em Dujail, ao norte da capital Bagdá.

Saddam e sete outros integrantes do alto escalão de seu regime são acusados de envolvimento no assassinato desses xiitas, em retaliação a uma tentativa fracassada de assassinar o então governante.

Os acusados podem ser condenados à morte se considerados culpados.

Tortura

"Um amigo meu foi torturado... Mataram ele na minha frente", disse Ahmed Hassan Mohammed durante o depoimento no tribunal.

"As pessoas detidas foram levadas à prisão e a maioria delas morreu lá", acrescentou. "A cena foi assustadora. Até mesmo mulheres com bebês foram levadas presas."

Mais de dez testemunhas foram chamadas para descrever o massacre em Dujail, ao qual Saddam é acusado de planejar.

Algumas delas devem ter suas identidades protegidas, para impedir retaliações e intimidação.

Atraso

Durante a sessão desta segunda-feira, a equipe de defesa chegou a abandonar o tribunal, paralisando os trabalhos por 1h30.

Os advogados do ex-presidente, incluindo o ex-procurador-geral dos Estados Unidos Ramsey Clark, decidiram deixar o recinto em protesto contra o que dizem ser a falta de legalidade dos procedimentos.

Eles criticaram a recusa do juiz que preside o caso de ouvir imediatamente seus argumentos de que o julgamento não tem validade legal.

Em seguida, o juiz disse que iria apontar advogados para defender Saddam no lugar da equipe que abandonou o tribunal.

Mas o ex-presidente iraquiano disse que não aceitaria ser defendido por advogados indicados pelo tribunal.

A sessão foi então suspensa. Só depois de 1h30, o juiz que preside os trabalhos decidiu permitir que a defesa apresentasse seu argumento.

O julgamento de Saddam foi retomado nesta segunda-feira após ter sido interrompido por duas outras vezes depois que a equipe de defesa alegou que não poderia trabalhar de forma apropriada.

Os advogados de defesa tiveram uma reunião de quatro horas com Saddam no domingo.

Eles afirmam que foi a primeira chance que tiveram para encontrar o ex-líder iraquiano sem mais nenhuma outra pessoa presente na sala.

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