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Advogado nega que Saddam tenha confessado | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O advogado que lidera a defesa de Saddam Hussein negou que o ex-presidente do Iraque tenha confessado ter dado ordens para assassinatos em massa e execuções durante seu regime. “Não existe confissão nenhuma”, disse Khalil Dulaimi à agência de notícias Reuters. O advogado acrescentou ainda que nehuma investigação comprovou o envolvimento de Saddam nos crimes. O presidente do Iraque Jalal Talabani disse, na terça-feira, que Saddam Hussein admitiu a um juiz ter lançado uma campanha contra os curdos. O julgamento de Saddam foi marcado pelo governo iraquiano para o dia 19 de outubro. A equipe de advogados do ex-presidente tenta adiar a data sob alegação de que falta de tempo para preparar a defesa. “Cem motivos” Talabani declarou à tevê estatal iraquiana que um juiz que participa do caso “conseguiu extrair confissões” do líder deposto. Segundo ele, Saddam Hussein admitiu ter mandado matar mais de 180 mil curdos no norte do país no final da década de 1980. “Há cem motivos para que Saddam seja sentenciado à morte”, afirmou Talabani, um ex-líder rebelde curdo. Ele disse também que o ex-presidente planejou matá-lo 20 vezes. Saddam Hussein e sete integrantes do antigo regime iraquiano vão ser julgados sob acusação de envolvimento no massacre de 143 xiitas, em Dujail, ao norte de Bagdá, em 1982. As mortes aconteceram depois de um atentado contra Saddam naquela cidade. Saddam Hussein pode receber a pena de morte caso seja considerado culpado. |
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