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Saddam confessou crimes, diz presidente do Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente do Iraque, Saddam Hussein, confessou crimes cometidos durante o seu regime, segundo o atual presidente do país, Jalal Talabani. Em entrevista à TV estatal iraquiana Iraqyia, Talabani disse que um juiz conseguiu "extrair confissões" do líder deposto em 2003. "Saddam merece a pena de morte 20 vezes por dia porque ele tentou me assassinar 20 vezes", afirmou o presidente, que foi líder de um grupo rebelde curdo. Talabani disse apenas que Saddam teria admitido responsabilidade em crimes "como execuções" que ainda estão sendo investigados, mas não forneceu detalhes. O governo iraquiano marcou para 19 de outubro o julgamento de Saddam pelo massacre de 143 xiitas em Dujail, no norte do Iraque. Se for considerado culpado pela Justiça do Iraque, ele pode ser condenado à morte. Mais julgamentos O julgamento de outubro deverá ser o primeiro de uma série que Saddam e alguns de seus antigos aliados enfrentarão pelos supostos crimes cometidos durante seu regime. O ex-presidente iraquiano também pode ser julgado pelo envenenamento com gás de integrantes da minoria curda no país, além de possivelmente enfrentar acusações de uso de violência para reprimir manifestações e do assassinato de políticos de oposição. Membros do governo iraquiano já indicaram, no entanto, que se Saddam for condenado pelo massacre de Dujail, outros julgamentos poderão ser arquivados para que a sentença possa ser executada rapidamente. A filha do ex-líder iraquiano, Raghad Hussein, anunciou nesta semana a escolha da nova da equipe de advogados que vão representar seu pai na Justiça iraquiana. A primeira equipe de defesa de Saddam foi demitida em agosto. Desde então, o advogado iraquiano Khalil Dulaimi vem atuando como único advogado do ex-líder. O ex-presidente iraquiano foi preso pelas forças americanas no Iraque em dezembro de 2003 e está, desde então, preso sob custódia americana em local desconhecido no Iraque, aguardando julgamento. |
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