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'Reunião da OMC não resolverá todos os impasses' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os negociadores da Rodada Doha definiram explicitamente, nesta terça-feira, que não será possível resolver todos os impasses comerciais na reunião ministerial da OMC (Organização Mundial de Comércio) em Hong Kong, marcada para o dia 13 de dezembro. Os ministros falam em "baixar as expectativas" para Hong Kong e, desse modo, tentam evitar que palavras como "fracasso" ou "desastre" sejam citadas ao final do encontro como ocorreu em Cancún, em 2003. Com uma agenda mais minimalista, será mais fácil falar em sucesso. "Está claro que Hong Kong não vai ser o jogo final. Talvez seja o início da final", comentou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Robert Portman, representante de Comércio dos Estados Unidos, disse que em Hong Kong "não será possível estabelecer todas as modalidades (fórmulas que determinam o tamanho dos cortes das tarifas)". Ele destacou, porém que "as expectativas para Hong Kong diminuiram, mas não 'Plano B' Já na reunião anterior, também em Genebra, os negociadores haviam comentado sobre um "plano B" para Hong Kong. A idéia seria dividir as metas de liberalização comercial, isto é, deixar algumas questões em aberto para que sejam resolvidas em uma outra reunião ministerial por volta de março ou abril, uma "Hong Kong 2". Muitas questões ainda precisam ser definidas. No setor de agricultura, em que estão concentrados os maiores impasses, não foi determinado ainda, por exemplo, qual será o tamanho do corte para as tarifas de importação e quantos produtos podem ficar isentos de tal redução tarifária, os chamados produtos sensíveis. Em relação aos subsídios agrícolas à exportação, já existe um consenso para eliminá-los, mas falta saber quando. Quanto aos produtos não-agrícolas (conhecidos como Nama, na sigla em inglês), é preciso, por exemplo, definir qual a fórmula que será usada para saber o tamanho do corte das tarifas de importação e qual coeficiente que os países devem usar – quanto maior o coeficiente, menor o corte. Serviços e desenvolvimento, em que se busca a integração das economias mais pobres à Rodada Doha, estão ainda mais atrás nas discussões. Nessa quarta-feira, Amorim estará na Tanzânia onde foi convidado a participar da reunião da União Africana, grupo que reúne 53 ministros de Relações Exteriores do continente. Os países pobres não precisam fazer cortes em suas tarifas agrícolas ou industriais nessa Rodada. Algumas de suas exigências são: que não seja cobrada nenhuma tarifa sobre os seus produtores, eliminação de quotas para entrar no mercado das economia ricas e reforma radical dos programa de subsídios aos produtores de algodão nas nações industrializadas, em especial, Estados Unidos. |
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