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Atualizado às: 22 de novembro, 2005 - 20h23 GMT (18h23 Brasília)
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Reunião em Genebra 'abriu espíritos', diz Amorim

Celso Amorim
Celso Amorim afirmou que negociadores 'discutiram conceitos'
Ao final de mais uma reunião informal da Rodada Doha, em Genebra, o clima entre os negociadores era de um otimismo contido.

O encontro de seis horas serviu, segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para "abrir os espíritos".

"Não negociamos nada, nem era a intenção negociar", comentou o chanceler brasileiro.

"Não houve nenhuma proposta nova. Estamos discutindo conceitos. Mas acho que há uma abertura de espíritos.”

Robert Portman, representante de Comércio dos Estados Unidos, repetiu o mesmo discurso: "Foi feito um progresso. Não tomamos decisões finais, mas
diminuimos nossas diferenças".

Nem o brasileiro nem o americano deram detalhes sobre o que foi colocado sobre a mesa.

Perguntado se o comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, havia demonstrado alguma flexibilização em sua oferta agrícola, Amorim respondeu: "Minha avaliação é que esse tipo de flexibilização parece estar lá".

Amorim disse apenas que escutou durante o encontro sinais de que existe a possibilidade de que os europeus façam algum movimento em Hong Kong, mas não antes da conferência.

Energia

Os negociadores do Brasil, Índia, Estados Unidos e União Européia marcaram mais uma reunião informal para o dia 2 de dezembro em um "esforço final para dar mais energia" a Hong Kong, como descreveu Amorim.

"Não espero que ninguém apresente novas propostas na próxima reunião. Estamos explorando idéias que podem se materializar em Hong Kong. Nisso o Peter Mandelson está certo: qualquer avanço será feito em Hong Kong", disse
o chanceler.

O encontro desta terça-feira foi realizado na Embaixada dos Estados Unidos em Genebra, longe do alcance dos jornalistas.

Ao contrário da última reunião, nos dias 8 e 9 de novembro, em que alguns negociadores trocaram acusações por meio da imprensa, dessa vez houve uma tentativa de não se divulgar o teor das discussões.

"Na última reunião em Genebra houve muita fanfarra, houve muita reclamação na imprensa e as divergências ficaram explícitas. Hoje foi um encontro mais para dizer 'o que podemos fazer' ao invés de fazer acusações mútuas", afirmou Amorim.

"Não estava tão pessimista na última reunião nem estou tão otimista agora. Apenas estamos firmemente engajados. O que, por si só, é algo positivo."

Com a idéia de "jogar menos para a platéia e buscar mais resultados", Amorim disse que foram listados assuntos que serão tratados em uma nova reunião.

"Conseguimos chegar a um acordo para algo como uma lista de questões nas quais vamos concentrar nossas atenções e ver se fazemos algum progresso."

Um exemplo mencionado pelo ministro brasileiro, foram os subsídios à exportação. "Há um consenso aqui mas temos que traduzir isso em fatos mesmo que sejam condicionais."

O G20 e os Estados Unidos defendem que os subsídios à exportação sejam eliminados até 2010 e tentam persuadir a União Européia a aceitar esse prazo.

"Só o fato de termos discutido isso eu já considero um avanço porque era um assunto que estava parado no congelador como se já estivesse resolvido. Eu penso que no detalhe ele não está."

66Comércio
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