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Atualizado às: 09 de novembro, 2005 - 22h52 GMT (20h52 Brasília)
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Acordo dependerá de criatividade, diz Amorim

O ministro Celso Amorim dá entrevista durante reunião da OMC em Genebra
Amorim se disse "decepcionado" com a falta de resultados nas reuniões
Os negociadores da Rodada Doha terão que ter muita "criatividade" para encontrar um consenso entre as propostas de liberalização do comércio mundial até a reunião ministerial em Hong Kong, em dezembro, disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

"Tudo vai depender da criatividade para apertar alguns conceitos", afirmou o ministro.

"Apertar conceitos", segundo ele, quer dizer que pode não haver soluções novas, mas, sim, a modificação em pequenos pontos nas ofertas já postas sobre a mesa.

Ninguém, no entanto, parece saber por onde começar. O chanceler brasileiro, assim como outros negociadores, se ofereceu para continuar em Genebra nos próximos dias para tentar encontrar alguma solução.

Mas não foi marcada nenhuma reunião para esta semana. Até o final do mês, contudo, os ministros devem voltar a se encontrar para reavaliar a situação.

"O que vamos alcançar em termos da Rodada Doha depende do vai acontecer nas próximas semanas", disse Robert Portman, negociador pelos Estados Unidos.

O americano comentou que "os encontros nesta semana não foram bem-sucedidos", mas não quis soar muito pessimista: "Fizemos alguns progressos em diminuir as diferenças, não apenas em agricultura mas também em bens industriais e serviços".

Decepcionado

Amorim não viu nenhum progresso e comentou que estava "decepcionado" com a falta de resultados nas reuniões feitas desde segunda-feira.

Segundo ele, com o nível de discussões realizadas, embaixadores, ao invés de ministros, poderiam ter se encontrado, porque, na sua avaliação, foram apenas apresentadas as mesmas ofertas e não foi tomada nenhuma decisão que se avançasse na Rodada.

O chanceler brasileiro acusa a União Européia de não ter feito nenhum movimento na sua oferta agrícola e de ter ignorado idéias apresentadas pelo Brasil para a liberalização do mercado de bens industriais.

O comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, disse considerar ue o bloco europeu "fez tudo o que era razoavelmente possível fazer em gricultura".

"Estamos negociando em boa fé. Fizemos nossa parte para fazer de Hong Kong um sucesso", comentou Mandelson.

Para ele, não houve uma resposta recíprocra por parte dos demais países nas áreas de bens industriais e serviços.

O chanceler brasileiro afirma, no entanto, que apresentou idéias para cortes nas tarifas industriais – um corte de 50% – e que essas foram até consideradas "interessantes" pelos Estados Unidos.

Amorim ironizou: "Mandelson é um homem muito inteligente, mas, pelo o que eu saiba, não tem problema de surdez".

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