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Atualizado às: 09 de novembro, 2005 - 20h44 GMT (18h44 Brasília)
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Brasil busca manter G20 unido, apesar de impasse na OMC

Peter Mandelson e Celso Amorim
O negociador da União Européia, Peter Mandelson, e o ministro Amorim
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta a todos os membros do G20, grupo que reivindica a abertura dos mercados agrícolas nas nações ricas, reforçando o pedido de união do bloco.

"Estou convencido, mais do que nunca, de que apenas a união do G20 pode assegurar que, neste estágio crucial, nossos interesses serão adequadamente levados em consideração e que a Rodada Doha será um sucesso", disse o presidente na correspondência enviada antes dos encontros dos negociadores em Londres e Genebra.

"Temos que reforçar nossa união e nossa capacidade de reagir às muitas tentativas que certamente serão feitas para dividir e enfraquecer o G20."

Em Genebra, após três dias de discussões que não resultaram em nenhum avanço na Rodada Doha, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que o bloco continua unido.

"Qualquer tentativa de dividir o G20 não foi bem-sucedida, se é que foi feita."

'Trabalho conjunto'

Fontes da delegação da Índia, que junto com o Brasil lidera o bloco, disseram que, embora tenha alguns interesses diferentes (os indianos têm mais interesse na área de serviços e são mais protecionistas para agricultura), o país defende a atuação do bloco.

Perguntado sobre a atuação do Brasil na liderança do grupo, um diplomata da Argentina disse: "Temos a mesma posição. Talvez não 100%, mas trabalhamos em conjunto".

Na sua avaliação, um grupo de vários países tem um poder de pressão muito maior do que fazer propostas isoladas.

Segundo o chanceler brasileiro, a oferta do G20 foi inclusive considerada interessante pelo negociador americano, Rob Portman, durante a reunião em Genebra.

O presidente Lula diz que a proposta é "amplamente reconhecida como um ‘meio termo’".

Propostas

O G20 quer um corte médio de 54% nas tarifas de importação para produtos agrícolas.

Os europeus, em uma proposta considerada muito tímida, oferecem um corte médio de 39%.

Já os Estados Unidos têm um alvo mais ambicioso: querem um corte médio de 67%.

O G20 foi formado na reunião ministerial de Cancún, em 2003, quando as negociações da Rodada Doha foram bloqueadas porque os países em desenvolvimento consideraram que as nações ricas não estavam fazendo nada para eliminar seus subsídios e suas barreiras tarifas para a área agrícola – setor que, segundo eles, ficou de fora da Rodada Uruguai, finalizada em 1994.

O G20 surgiu como uma alternativa para contrabalancear as potências industriais.

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