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Negociação comercial termina em impasse em Genebra | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Terminaram em impasse, nesta quinta-feira, as reuniões em Genebra para se fechar um acordo de flexibilização comercial antes da cúpula da OMC (Organização Mundial do Comércio), marcada para dezembro em Hong Kong. Representantes de Brasil, Índia, Austrália, Estados Unidos e UE (União Européia) deixaram a Suíça nesta quinta-feira, após um dia e meio de reuniões, sem conseguir destravar as negociações. Uma nova reunião, por video-conferência, foi marcada para a sexta-feira da semana que vem. O G20, grupo de países emergentes liderado pelo Brasil, espera que até lá os europeus sigam os Estados Unidos e apresentem novas propostas de cortes de subsídios agrícolas e de redução de taxas de importação. Desenvolvimento O chanceler brasileiro, Celso Amorim, voltou a dizer nesta quinta-feira que as discussões em curso têm como objetivo o desenvolvimento e que portanto devem ser benéficas para os países em desenvolvimento, para os quais a questão agrícola é essencial. O comissário europeu do comércio, Peter Mandelson, havia condicionado mais concessões sobre a agricultura a uma abertura maior do mercado dos países em desenvolvimento para os setores industriais e de serviço dos países ricos. Além da pressão dos países em desenvolvimento por mais concessões, porém, Mandelson também sofre pressões da França, país mais beneficiado pelos subsídios agrícolas, para não ampliar as concessões já feitas. Na cúpula da OMC em dezembro, que deve reunir 148 países, tentará se alcançar um acordo final da chamada Rodada de Doha de liberalização do comércio, iniciada há quatro anos com o objetivo de promover o desenvolvimento global. |
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