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Proposta dos EUA sobre subsídios é insuficiente, diz Amorim | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira, em Zurique, na Suíça, que a proposta dos Estados Unidos de reduzir os subsídios agrícolas que o país concede aos produtores americanos é politicamente positiva, mas insuficiente para os ajustes necessários no comércio internacional. “A movimentação dos Estados Unidos é positiva, mas não é ainda o que queremos”, disse Amorim, após uma rodada de reuniões que buscava avanços nas negociações comerciais preparatórias para o encontro ministerial dos países membros da OMC (Organização Mundial do Comércio), que será realizado em dezembro, em Hong Kong. A declaração de Amorim foi uma reação à oferta americana de reduzir inicialmente em 53% o seu orçamento para subsídios em cinco anos. Em contrapartida, a União Européia deveria cortar seus subsídios agrícolas em 83%. "Os Estados Unidos estão prontos para tomar duras decisões na agricultura, mas não podemos fazer isso sozinhos. Serão necessárias sérias contribuições e participação intensa de todos os membros", disse o representante de Comércio americano, Robert Portman, em artigo publicado nesta segunda-feira pelo diário britânico Financial Times. Cálculos do Ministério da Agricultura, no entanto, indicam que o corte proposto pelos Estados Unidos apenas consolida o que existe hoje em termos de subsídios e, portanto, não representa um corte real da ajuda à agricultura americana. De acordo com essas estimativas, o governo americano tem o direito de aplicar os subsídios em valores superiores aos que, de fato, concede aos seus agricultores. Atualmente, a Casa Branca pode dar subsídios no valor de US$ 47 bilhões por ano, mas concede pouco mais de US$ 20 bilhões. Esse valor, no entanto, já é suficiente para prejudicar as exportações agrícolas brasileiras. Pouco depois da apresentação da proposta americana, a União Européia revelou que está disposta a eliminar 70% dos seus subsídios agrícolas domésticos. O comissário europeu para o Comércio, Peter Mandelson, disse em um comunicado que chegou o momento de tomar decisões. "Iremos mais longe que os Estados Unidos", afirmou. "A Europa está pronta e disposta.” |
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