|
G20 pede mais esforço de países ricos para comércio justo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O G20, o grupo de países emergentes do qual o Brasil faz parte, pediu mais esforços por parte das nações mais ricas do mundo para o rápido avanço das negociações sobre comércio global, especialmente no que se refere a subsídios agrícolas. Em um comunicado publicado no fim de um encontro de dois dias perto de Pequim, na China, ministros de Economia e diretores de bancos centrais dos 20 países disseram que o fim desses subsídios é fundamental para assegurar o que eles chamaram de "um sistema de comércio global realmente justo". O anúncio teve o apoio do novo presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, que disse que o comércio justo e livre de produtos agrícolas é mais importante do que doações vindas dos países ricos para combater a pobreza no mundo. Os representantes do G20 também pediram que tanto as nações desenvolvidas quanto as em desenvolvimento façam concessões para superar as disputas comerciais que estão atrapalhando as negociações na Organização Mundial de Comércio (OMC). No mesmo pronunciamento, eles disseram que o sucesso da chamada Rodada de Doha de liberalização do comércio mundial é fundamental, e que os membros do G20 estão determinados a superar os obstáculos na próxima fase de negociações, que deve acontecer durante um encontro ministerial da OMC em dezembro, em Hong Kong. Segundo o correspondente da BBC em Pequim, Rupert Wingfield Hayes, apesar da linguagem diplomática, a declaração deste domingo é uma acusação clara contra os Estados Unidos e a União Européia, que, a cada ano, gastam uma grande quantia em subsídios à sua própria produção agrícola e em tentar impedir a importação de produtos vindos dos países mais pobres. As disputas sobre subsídios são o principal empecilho nas negociações da Rodada de Doha, iniciada há quatro anos. Genebra Na quarta-feira, em Genebra, o G20 tinha apresentado uma contraproposta às ofertas de corte de subsídios agrícolas feitas pelos Estados Unidos e União Européia (UE). A proposta prevê cortes de 80% dos subsídios dados pelos países da União Européia a seus agricultores e de 75% dos dados pelos Estados Unidos aos seus. Se a alternativa apresentada pelo G20 for aceita, os Estados Unidos só poderão conceder US$ 11 bilhões em subsídios, e os países da UE, US$ 22 bilhões. No caso das tarifas de importação, o G20 sugeriu uma redução de 54% das taxas aduaneiras cobradas pelos países ricos dos produtores agrícolas. "Queremos que a rodada de negociações da OMC gere cortes reais e um resultado ambicioso", disse o Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na quarta-feira. Na reunião na Suíça, representantes do G20, da UE e dos Estados Unidos tentaram avançar nas negociações tendo em vista a reunião ministerial em Hong Kong, na qual os 148 membros da OMC devem aprovar medidas para implementar a Rodada de Doha. Mas o encontro em Genebra terminou sem que uma proposta tenha sido aprovada por todos os presentes. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||