BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 07 de outubro, 2005 - 08h12 GMT (05h12 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Chegaram os heteropolitanos
Ivan Lessa
Umas coisas duram muito pouco. Aqui e aí. Feito banda de rock. Feito comissão de inquérito.

Outro dia mesmo, só se falava em metrossexual. Ou, a bem da verdade, eles desfilavam na passarela inquieta dos jornais populares, onde há sempre alguém vendo o mundo com altivez ou caindo de bumbum no chão (vide a modelo Kate Moss).

Não cheguei a entender direito o que ou quem era o tal do metrossexual. Parece, no entanto, que poderíamos defini-lo como um tipo janota (ai, que palavra antiga!) e narcisista apaixonado não só por seu reflexo nos celulares e laptops da vida urbana.

O metrossexual praticava algo que já esteve na moda lá pelos anos 60 e 70: estava em contato com sua porção feminina, conforme se dizia. O que serviu de pretexto para muito gente boa sair por aí fazendo besteira.

O metrossexual e o metrossexualismo foram cunhados em 1994 pelo jornalista britânico Mark Simpson que, assim, batizou, primeiro, a criatura que gasta um dinheirão na sua aparência e, segundo, suas predileções estéticas.

Os metrossexuais estavam até há pouco, mesmo mais discretos, dominando as colunas de leviandades.

Pois agora, segundo estudos recentes (sim, há metrobobos estudando essas coisas), descobriu-se que o homem moderno é um heteropolitano saudável, amante de uma boa cerveja, mas com moderação, futebol, mas sem fanatismo e, vejam vocês, bom pai de família e amigo dos amigos.

Junto com o heteropolitano voltaram à moda o romance, batendo o hedonismo, e 39% de suas fileiras – se é que eles as fazem ou cerram – disseram que já tinham ido para a cama com uma colega de trabalho.

25% dos heteropolitanos afirmam ter praticado sexo pela Internet, coisa que eu pagaria um bom dinheiro para ver como é que se faz: é marcando encontro ou é à distância virtual mesmo?

De qualquer forma, como disse o moleque da anedota, I take my body out. Sou exatamente o que diz meu passaporte e carteira de identidade: uma porção de números cabalísticos. Só.

66Arquivo - Ivan
Leia as colunas anteriores escritas por Ivan Lessa.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade