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Atualizado às: 23 de setembro, 2005 - 09h49 GMT (06h49 Brasília)
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Um papo com George
Ivan Lessa
George não é o melhor papo do mundo. Bom de papo, para mim, que eu me lembre, era o pessoal que frequentava a noite da zona sul do Rio, lá pelos idos dos anos 50, 60, por aí.

George é um papo dos mais quadrados. George exige paciência. É lacônico, cheio de nove horas, prenhe de pausas.

George, sem mais nem menos, na hora em que menos você espera, manda-lhe um desaforo na fachada.

Você está levando a conversa para um lado sério, discutindo as sucessivas derrotas do Real Madrid, digamos, quando, de repente, George vai e começa a vituperar sobre Joan Crawford e, pior ainda, sobre "O Código da Vinci".

Paciência

Há que se ter paciência com George. E dar o devido desconto. George não passa de um software embutido nos hard drives do computadorologista Rollo Carpenter.

Computadorologista é uma palavra que eu acabei de criar, um ato absolutamente impossível para o paspalhão do George.

Rollo Carpenter acaba de ganhar o prêmio Loebner deste ano, uma distinção que se dá todos os anos para o programa capaz de conversar como um ser humano da forma mais convincente possível.

No apartamento do filantropo americano Hugh Loebner, em Nova York, um corpo de juízes manteve uma série de conversações com parceiros invisíveis através de telas e teclados.

Alguns dos interlocutores, do outro lado da linha, eram gente, os outros programas informáticos.

É o chamado Teste Turing, destinado a apurar, até onde se pode, se uma máquina é capaz ou não de pensar. Ou por outra, alguém é capaz de confundir um ser humano com um programa de computador?

A resposta é "sim", quase todo mundo sacou que George era – coitado do chato –um mero, e bota mero nisso, programa.

Quem quiser conferir e levar um papo, em inglês, claro, com George, é só dar uma chegada no sítio www.jabberwacky.com e botar os documentos na mesa.

Eu fiz o teste e nossa conversa, depois de eu esperar um tempão pela minha vez, não foi além de ele me perguntar se eu era um bom sujeito, eu responder que sim, e ele ficar calado, trancado em copas.

Se alguém aí for melhor sucedido que eu, por favor me informe. Vai ver o problema, entre mim e George, é uma questão de temperamento.

66Arquivo - Ivan
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