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Sexo e cinema | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Qualquer dúvida sobre cinema e o bom internauta adentra o sítio IMDB, o banco de dados internacional dos filmes, que, entre outros méritos, traz inclusive a consignação de minha breve passagem, há séculos, pelo cinema brasileiro. O importante é que uma equipe de médicos resolveu estudar os 200 principais filmes de todos os tempos, segundo o IMDB, para saber se estes cumpriam ou não com as regras atuais recomendadas para os embates de Eros. Em bom português, os astros e estrelas estão ou não fazendo uso da camisinha? É lógico – ou talvez nem tanto – que excluíram os filmes realizados antes de 1983, ou seja, os filmes da era pré-Aids. Dificilmente, um cinéfilo aceitaria ver Humphrey Bogart, Clark Gable, Audrey Hepburn ou Marilyn Monroe, em cenas cômicas ou sensuais, manejando os hoje populares preservativos. A equipe de cientistas, formada por dois homens e uma mulher, publicou o resultado de seus estudos na prestigiosa publicação médica britânica, o Journal of the Royal Society of Medicine, onde deram suas notas. Quase tudo quanto é filme por eles examinado não chegou à nota 2 e meio, não pegou estrelinha e o bonequinho se levantou e foi embora de chapéu na mão, segundo os critérios tradicionais. Segundo eles, a indústria cinematográfica influencia a percepção de bilhões de pessoas no mundo inteiro e, com a globalização e o crescimento da informática doméstica, nunca os filmes estiveram à disposição de tanta gente influenciando sua maneira de agir e pensar. A percepção da equipe (já que é mania hoje em dia se falar em “percepção”) é de que 98% dos episódios sexuais nos filmes examinados não levavam em consideração nem a possibilidade de gravidez ou de transmissão de doença sexual. A equipe tacou uma “percepção” também, embora menos rigorosa, no uso de drogas, álcool e cigarros, tendo constatado que, sim, feito com o Matte Leão, também há abuso. Os principais culpados, para a terrível trinca, são as superproduções, tendo ela destacado Um Novo Dia Para Morrer, do James Bond, em que Pierce Brosnan e Halle Berry queimam incenso no altar de Vênus sem a menor pelota para a camisinha. Em segundo e terceiro lugar, American Pie - O Casamento e o indefectível, em vários quesitos, Instinto Selvagem – sim, sim, aquele da Sharon Stone. Meus dois filmes e meio, felizmente, foram feitos muito antes de 1983 e não há uma única cena em que a camisinha poderia ou não entrar na jogada. Felizmente. |
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