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Atualizado às: 13 de maio, 2005 - 20h32 GMT (17h32 Brasília)
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Resistência de Congresso a Bolton não pode ser generalizada, dizem analistas

John Bolton
Nomeação de Bolton ainda precisa de aprovação do Senado
A recusa da Comissão de Relações Exteriores do Senado em endossar a indicação de John Bolton para o cargo de embaixador americano na ONU não deve ser entendida como uma resistência mais genérica às políticas da Casa Branca, na avaliação de especialistas em Congresso ouvidos pela BBC Brasil.

"A resistência pode ser maior do que o esperado, mas se olharmos para a história recente, presidentes democratas que tiveram maioria democrata no Congresso também tiveram problemas com alguns projetos", diz o cientista político John Samples, diretor do Centro para Governo Representantivo do Instituto Cato, em Washington.

Foi a polêmica em torno de Bolton, acusado de abuso de poder e de manipular informações no cargo que ocupa atualmente no Departamento de Estado (subsecretário para Controle de Armas e Assuntos Internacionais), que provocou a divisão, na avaliação de Donald Wolfensberger, diretor do Projeto Congresso do Woodrow Wilson Center, em Washington. Mas ele não vê nisso uma tendência no relacionamento futuro entre os poderes Excutivo e Legislativo.

"Não sei se dá pra dizer que isso é sintomático de um problema maior entre a Casa Branca e o Congresso. Acho que foi muito focado em Bolton, no que muitas pessoas consideram um problema com sua personalidade", afirmou.

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Thomas Mann, especialista em Congresso do Brookings Institution, acha que o governo saiu arranhado do episódio, mas também concorda que a indicação de Bolton deve ser confirmada pelo plenário.

"Embora alguns republicanos acreditem que ele é muito fraco para o cargo, estão inclinados a aceitar a indicação do presidente. E dois ou três democratas na verdade concordam com as posições de Bolton e podem votar a favor dele", diz Mann.

Mas ele acredita que, apesar de ter ampliado a maioria, o governo deve ter menor cooperação do Congresso neste segundo mandato em relação ao primeiro.

"Os democratas vão estar menos inclinados a negociar e barganhar com o presidente Bush e os republicanos no segundo mandato, e os republicanos vão ficar cada mais relutantes em apoiar o presidente em assuntos polêmicos. Não espero um período produtivo no Congresso para a agenda do presidente", diz Mann.

Samples, do Instituto Cato, lembra que o último presidente republicano a ter um Congresso com maioria do mesmo partido foi Dwight Eisenhower, nos anos 50.

Entre os democratas que viveram a situação, Jimmy Carter teve problemas com o Congresso do mesmo partido, e Bill Clinton sofreu uma grande derrota ao não conseguir apoio para aprovar a reforma do sistema de saúde, seu grande projeto de política interna no primeiro mandato.

Samples também acha que a nomeação de Bolton deve ser aprovada pelo plenário do Senado, porque existe um entendimento geral de que o presidente deve ter o direito de escolher sua equipe, principalmente para cuidar da política externa.

Iniciativas como a da senadora Barbara Boxer, democrata da Califórnia, que fez uma manobra regimentar para deixar a votação em suspenso, têm um "custo muito alto" para o parlamentar, na avaliação de Samples.

"Os senadores precisam de cooperação da Casa Branca para aprovar projetos de interesse deles e não podem simplesmente bloquear tudo o que o governo quer aprovar", afirma.

Bush também enfrenta dificuldades com outros projetos, como para a criação do RD-Cafta (acordo de livre comércio com América Central e República Dominicana) - que já foi negociado pelo Executivo mas não tem maioria no Congresso - e para a reforma do sistema de previdência social.

Nos dois casos, a resistência vem quase em massa dos democratas, mas também é forte entre uma parte dos republicanos, por pressão dos eleitores nos Estados em que eles representam.

"O presidente está adotando uma posição impopular ao querer reformar o programa mais popular do país", afirma Mann.

Outra idéia polêmica do presidente Bush, que se converteu na quinta-feira num projeto bipartidário, é o relaxamento das regras para admissão de trabalhadores imigrantes. Neste caso, a resistência é maior entre os republicanos do que entre os democratas.

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