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Atualizado às: 19 de abril, 2005 - 22h27 GMT (19h27 Brasília)
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Senado dos EUA adia votação sobre indicado de Bush na ONU

John Bolton
Indicação de John Bolton ainda não foi confirmada pelo Senado
A Comissão de Relações Exteriores do Senado americano adiou nesta terça-feira para a segunda semana de maio, depois do recesso parlamentar, a votação para confirmação de John Bolton como o novo embaixador dos Estados Unidos na ONU.

O voto foi adiado para que os senadores tenham tempo de ouvir novos depoimentos sobre alegações de abuso de poder contra funcionários do governo que surgiram contra Bolton nos últimos dias.

A decisão foi tomada depois que o senador republicano George Voinovich, de Ohio, deu a entender que se juntaria aos democratas no voto contrário a Bolton se o voto ocorresse nesta terça-feira.

“Por tudo o que eu ouvi hoje, não me sinto à vontade para votar por Bolton”, afirmou Voinovich. Sem o apoio dele, a votação terminaria empatada, já que a comissão é composta por 10 republicanos e 8 democratas – que devem votar em peso contra ele.

Debate acalorado

O adiamento foi decidido depois de uma hora de debate acalorado entre republicanos e democratas. O líder dos democratas na comissão, senador Joseph Biden, tentou no início transformar a sessão numa sessão fechada, alegando que era preciso investigar as novas alegações, mas perdeu o voto.

Senadores democratas já haviam tentado adiar a votação, dizendo que precisavam de mais tempo para analisar as novas alegações, mas os republicanos mantiveram a votação para esta segunda-feira.

Bolton é atualmente subsecretário de Estado para Controle de Armas e Segurança Nacional do Departamento de Estado e foi indicado embaixador dos Estados Unidos na ONU pelo presidente George W. Bush, mas a nomeação precisa ser confirmada pelo Senado.

O processo de confirmação começou há mais de uma semana, com o depoimento de Bolton na segunda-feira passada. Ele foi duramente questionado pelos senadores democratas, não apenas por declarações que deu no passado, contrárias aos organismos internacionais, mas também sobre atos de abuso de poder que teria cometido durante sua carreira no governo.

Bolton foi acusado de perseguir e forçar a demissão de funcionários que não concordaram com suas posições em política internacional.

O republicano Richard Lugar, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, disse que o fato de o presidente Bush ter escolhido Bolton para o cargo era suficiente para que ele fosse aprovado.

Na segunda-feira, o porta-voz da Casa Branca, Scot McClellan, defendeu a indicação de Bolton, ao ser questionado sobre as alegações publicadas pelo jornal The Washington Post de que ele escondeu informações sobre o Irã do ex-secretário de Estado Colin Powell e da atual ocupante do cargo, Condoleezza Rice.

Ele teria deixado de enviar aos secretários memorandos que recebeu de outros departamentos ou agências do governo.

“John Bolton é exatamente o tipo de pessoa que precisamos na ONU. Ele é um diplomata eficiente com um histórico comprovado de resultados e esperamos que o Senado aprove seu nome rapidamente”, afirmou o porta-voz.

Ele acrescentou que o presidente Bush indicou Bolton porque acredita que ele é a melhor pessoa para ser o embaixador americano neste momento de reforma da ONU e reafirmou que a ONU precisa avançar com as reformas.

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