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FMI quer que EUA tomem medidas contra déficit | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fundo Monetário Internacional (FMI) apelou por ações concretas por parte dos Estados Unidos para reduzir o déficit e aumentar a poupança interna, no comunicado ao final da reunião do Comitê Financeiro e Monetário Internacional, neste sábado, em Washington. “O comitê pede por ações concretas de todos para implementar as políticas que foram acordadas de uma maneira rápida e efetiva. Isso inclui consolidação fiscal para aumentar a poupança interna nos Estados Unidos”, diz o comunicado. O comitê, formado por 24 membros que representam os 184 países-membros, afirma que a economia vai continuar crescendo, mas mostra preocupação com o crescente desequilíbrio entre o ritmo de expansão nos vários países e com as consequências da alta do petróleo e o efeito de uma possível elevação abrupta nas taxas de juros americanas. O diretor-gerente do Fundo, Rodrigo de Rato, disse que a instituição está aconselhando os países a atuar para reduzir o desequilíbrio entre o crescimento nas várias regiões, mas disse que o trabalho do Fundo não pode ir muito além disso. “Nós aconselhamos os países-membros a agir, mas a implementação é de responsabilidade dos governos”, afirmou. Argentina O comunicado também diz que a Argentina precisa de uma estratégia para resolver o débito pendente com os credores que não aceitaram a renegociação e reformas estruturais, mas reconhece que a troca da dívida realizada em fevereiro representa um importante passo adiante. O documento também afirma que a redução da pobreza “continua no topo da agenda internacional”, mas não avança nas propostas de cancelamento da dívida dos países mais pobres, como era esperado. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que participa do comitê representando um grupo de países sul-americanos - Brasil, Colômbia, Republicana Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, Suriname e Trinidad e Tobago – considerou positivas as cobranças em relação à economia americana, mas disse que faltam ações concretas para que as recomendações do FMI sejam colocadas em prática. “Temos que ir além dos comunicados. Deve haver uma coordenação de esforços do G7, do G20, do FMI. O FMI não determina o que um país deve fazer, mas pode organizar um pacto para essas mudanças”, afirmou Palocci. |
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