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Atualizado às: 16 de abril, 2005 - 19h04 GMT (16h04 Brasília)
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G7 elogia o Brasil e cobra pagamento de dívida argentina

O secretário do Tesouro americano, John Snow
Para Snow, referência à Argentina não deve ser vista como 'crítica'
O G7, grupo dos sete países mais ricos do mundo, elogia o Brasil e cobra da Argentina o pagamento da dívida com os credores que ficaram de fora da reestruturação num comunicado divulgado ao final do encontro de seus ministros de Economia, em Washington.

“Nós cumprimentamos as autoridades brasileiras pela sua gerência econômica capaz e bem-sucedida cooperação com o programa do FMI e recebemos bem sua decisão recente de continuar com essas políticas sem um programa adicional”, diz o comunicado do grupo.

Sobre a Argentina, o tom é bem diferente. “Depois da troca da dívida, a Argentina precisa lidar com o débito restante, de acordo com a política de empréstimos pendentes do FMI, e realizar reformas para garantir o crescimento sustentado”, diz o comunicado.

Em entrevista coletiva, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, disse que o comunicado não deve ser visto como uma “crítica” à Argentina.

“Eu não leria o comunicado como uma crítica. Eu leria como uma indicação do que o G7 acha que deveria ser feito em seguida, que é ter uma estratégia para lidar com os outros credores”, afirmou Snow.

Importante

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse que a menção ao Brasil no comunicado do G7 é importante, pois aumenta a confiança no crescimento sustentado de longo prazo do país.

“É importante porque são as principais economias do mundo, que tem relações fortes com o Brasil no setor econômico e principalmente comercial”, afirmou o ministro.

“O pronunciamento do G7 tem certamente um impacto entre investidores e agentes econômicos e é muito bom para o Brasil.”

Sobre a Argentina, Palocci disse que o assunto também foi discutido na reunião do Comitê Financeiro e Monetário Internacional, do FMI, e que o grupo também vai mencionar os avanços obtidos pela Argentina até agora para negociar a dívida em moratória com os credores privados.

“A Argentina negociou 76% dos seus títulos, e isso não pode deixar de ser visto como um avanço importante. Acho que todos devemos trabalhar para a Argentina vença suas dificuldades, retorne a normalidade do seu financiamento, porque para o nosso continente o desempenho econômico da Argentina é muito importante”.

Próximos passos

A troca da dívida em moratória, num total de US$ 81,8 bilhões, realizada em fevereiro, teve aceitação de 76% dos credores, para um pagamento de 25% do valor de face dos títulos.

Apesar das pressões, o presidente argentino, Néstor Kirchner, disse esta semana que o governo não vai reabrir o processo.

“Se a Argentina fizer um novo programa com o FMI, que aparentemente está em discussão no momento, esse programa deve refletir novos compromissos com políticas que vão permitir que a Argentina tenha um bom crescimento econômico, estável e sem pressões inflacionárias”, afirmou Snow.

“Eu não diria que é uma crítica, mas uma declaração de como o G7 vê os próximos passos”, completou.

Pobres

O comunicado não traz, como era esperado, uma solução para a dívida dos países mais pobres, principalmente da África.

Diz apenas que “houve progressos no nosso desejo de reduzir em até 100% a dívida sem reduzir os recursos disponíveis para os países mais pobres”.

Snow disse que houve “um grande progresso” na questão e que outros países estão chegando a um consenso sobre a proposta americana de cancelamento da dívida.

“Houve um movimento em direção a esta proposta. Há uma boa convergência”, afirmou o secretário do Tesouro americano.

Ele disse que o nível de endividamento de alguns países é tão grande que inviabiliza investimentos do setor privado.

O comunicado também diz que a perspectiva para o crescimento global continua “robusta”, apontando para um crescimento sólido em 2005, mas cita a elevação dos preço do petróleo como um “vento contra” e diz que a expansão é menos equilibrada, entre os vários países, do que em anos anteriores.

O G7 reúne Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Canadá e Itália.

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