Denize Bacoccina de Washington |  |
 |  Palocci participou de reunião do Comitê Financeiro e Monetário Internacional, em Washington |
O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, defendeu mudanças no sistema de quotas entre os acionistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), para dar mais poder de decisão para países emergentes que hoje têm pouco peso na instituição. “Vamos insistir para modificar a forma de cálculo da participação dos países no FMI e no Banco Mundial. As fórmulas válidas hoje foram definidas décadas atrás quando esses países tinham um PIB relativo muito menor no mundo. Hoje eles têm uma participação maior e precisam de uma voz mais forte”, afirmou Palocci neste sábado, na reunião do Comitê Financeiro e Monetário Internacional, em Washington. No comunicado final do encontro, o FMI diz que voz e participação adequadas de todos os membros devem ser garantidas e que a distribuição das quotas deve refletir os desenvolvimentos na economia mundial. Em entrevista coletiva, contudo, o diretor-gerente da instituição, Rodrigo de Rato, disse que concorda com a mudança, mas reconheceu as dificuldades. “Este não é um assunto técnico, é um assunto político”, afirmou. Rato disse que existe um crescente consenso em direção ao assunto. “Espero que possamos avançar nisso, mas depende totalmente da vontade dos países-membros.” Embora existam 184 países-membros no Fundo, o poder de decisão segue o critério de participação acionária. |