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Análise: Síria se vê sem apoio no mundo árabe | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Arábia Saudita, um dos aliados-chave da Síria no mundo árabe, se juntou ao grupo de países que está pedindo ao governo sírio que retire suas tropas do Líbano. Há algumas semanas, um fim para os 30 anos de presença da Síria no Líbano parecia impensável. Agora, parece quase uma certeza. Mas o que causou essa reviravolta? Não é apenas pressão dos Estados Unidos, por mais importante que ela seja. Desapontamento A Síria perdeu o apoio de dois de seus aliados mais próximos: a Rússia e a França. E se ela esperava apoio dos países árabes, deve agora estar desapontada. Os mais influentes países árabes, principalmente Arábia Saudita e Egito, sentem em que direção o vento está soprando e que não podem mais dar apoio tácito à contínua ocupação síria do Líbano. Mas não há sentimentos muito claros em outras capitais árabes. Enquanto alguns outros países da região mostram simpatia pelos libaneses e por seu desejo de liberdade, eles tão têm motivo para querer que a Síria seja humilhada. Com um encontro de cúpula árabe marcado para Argel em 22 e 23 de março, o que está em jogo é dar à Síria o poder de sair do Líbano com um mínimo de dignidade. A idéia é que o país se retire conforme o previsto em um plano árabe (o acordo de Taif, que encerrou a guerra civil libanesa) e não como resultado da pressão internacional. O que falta saber é se a Síria está pronta para apresentar um cronograma para uma retirada total e não parcial. Dirigentes árabes têm pouca escolha, a não ser aceitar a realidade de que as tropas sírias devem deixar o Líbano em breve, provavelmente em uma questão de semanas. Mas eles não podem ficar indiferentes ao fato de que há pessoas em Washington que vêem uma retirada apenas como um prelúdio para uma "mudança de regime" em Damasco. |
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