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Atualizado às: 03 de março, 2005 - 20h51 GMT (17h51 Brasília)
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Líbano aguarda resposta à oposição; pressão sobre a Síria aumenta

Forças sírias no Líbano
Reesolução da ONU determina retirada de soldados sírios do Líbano
O Líbano continua em clima de tensão e expectativa enquanto aguarda a reação do governo local e das autoridades sírias às exigências feitas pela oposição, de retirada de tropas sírias do país e renúncia dos sete chefes dos serviços secretos libaneses.

Estas são as duas principais demandas dos oposicionistas para aceitar participar da formação de um novo governo, que está sendo montado pelo primeiro-ministro Emile Lahoud, para substituir o gabinete do primeiro-ministro demissionário Omar Karami, que continua formalmente no comando do país.

Também do exterior cresce a pressão sobre a Síria para que os cerca de 14 mil soldados ainda em território libanês sejam retirados do país (como determina a Resolução 1.559 do Conselho de Segurança da ONU) ou deslocados para o Vale do Bekka, na fronteita entre os dois países (seguindo as disposições do Tratado de Taef, assinado em 1989 por sírios e libaneses).

A Rússia, que herdou da União Soviética relações próximas com o Síria, reforçou os pedidos da comunidade internacional para que o presidente Bashar al-Assad tome rapidamente alguma atitude.

Cautela

Numa entrevista à BBC, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, afirmou que os planos de saída dos soldados sírios devem ser cautelosos e levar em consideração "o frágil equilíbrio" de poder no Líbano.

Novas pressões também vieram nesta quinta-feira do secretário-geral da ONU, Koffi Annan, e de ministros de Relações Exteriores de países árabes, que participam de um encontro da Liga Árabe, no Cairo.

A Liga Árabe está reunida no Egito para discutir a reunião bienal de chefes de Estado da entidade, que acontece no fim do mês na Argélia.

A situação na Síria e no Líbano - ambos países fundadores da Liga - não está formalmente na pauta, mas o secretário-geral da entidade, Amre Moussa, admitiu que não há como evitar completamente o assunto num momento como esse.

Os representantes árabes qurem que a Síria cumpra o Tratado de Taef, o mesmo pedido feito por muitos dos membros da oposição libanesa, que querem evitar o confronto com a Síria, que poderia causar a exigência de uma retirada imediata do território libanês.

O Tratado de Taef, assinado em 1989 entre sírios e libaneses, teve papel essencial para por fim à guerra civil no país. De acordo com o documento, as tropas sírias deveriam recuar até o Vale do Bekka (leste do Líbano), quando a situação no Líbano estivesse estabilizada, para que depois os governos dos dois países discutissem uma possível retirada definitiva.

Mas representantes da oposição libanesa dizem que a retirada ou deslocamento dos 14 mil soldados sírios em território libanês não significa nada se os agentes secretos sírios - em número desconhecido - que estão no Líbano também não forem desmobilizados.

ONU

Em setembro do ano passado, o conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 1.559 determinando a retirada imediata de todas as forças estrangeiras no Líbano, uma referência indireta à Síria que é o único país que ainda mantém pelo soldados no país.

A resolução também determina o desmonte de todas as mílicias armadas no país, o que incluiria o poderoso Hizbollah, que além de ser uma milícia também constituiu um dos mais poderosos partidos políticos libaneses.

O Hizbollah, que recebe grande apoio da Síria, criticou em uma reunião na quarta-feira a resolução da ONU, mas tem mantido silêncio sobre o Tratado de Taef.

Nesta quinta-feira, o secretário-geral da ONU, Koffi Annan, também pediu que a Síria cumpra logo as disposições da Resolução 1.559. Annan disse que o representantes especial da ONU, Terjen Roed-Larson, vai visitar a Síria e o Líbano em breve.

"Espero poder apresentar avanços significativos quando apresentar meu próximo relatório sobre o assunto, em abril", disse Annan, em uma entrevista em Nova York.

Manifestações

Em Beirute, um grupo de manifestantes continua mantendo um acampamento permanente na Praça dos Mártires, no centro da capital, ao lado do mausoléu do ex-primeiro ministro assassinado, Rafiq Hariri.

Todas as noites, algumas centenas de pessoas, principalmente jovens, convergem para a praça para participar dos protestos, mas as manifestações já não atraem mais as dezenas de milhares de pessoas que foram às ruas no início da semana e levaram à queda do governo do primeiro-ministro Karami.

Nesta quinta-feira, centenas de manifestantes também participaram do sepultamento de um homem cujo corpo foi encontrado no dia anterior sob os escombros de um prédio parcialmente derrubado pela bomba que matou Hariri.

Segundo relatos da família, a vítima estava apenas passando pelo local, fazendo uma caminhada pela orla marítima, quando morreu em conseqüência da explosão.

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