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Rice pede saída imediata de tropas sírias do Líbano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleeza Rice, disse nesta terça-feira em Londres que a Síria deve retirar suas forcas do Líbano de maneira “total e imediata”. Rice fez o pronunciamento em conjunto com o ministro das Relações Exteriores da França, Michel Barnier, durante um encontro na capital britânica para dar apoio aos novos membros da Autoridade Palestina. “Os Estados Unidos e a França (...) reiteram o chamado para a total e completa implementação da Resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU. Isso significa a total e imediata retirada de todas as forças militares e de inteligência sírias do Líbano”, disse Rice. Perguntada sobre se os americanos estariam dispostos a tomar alguma ação para forçar uma retirada síria, a secretária de Estado disse apenas que iria continuar as conversações com a ONU e outros países para analisar a situação. Quanto à necessidade de se enviar uma eventual forca externa ao país, no caso de uma retirada síria abrir um vácuo de controle, Rice afirmou que os americanos e a comunidade internacional terão que ver como “poderão dar apoio” para que seja mantida a estabilidade no país. Crise Os libaneses vivem um momento político delicado. Na segunda-feira, o primeiro-ministro libanês Omar Karami, que é a favor da permanência dos cerca de 15 mil militares sírios estacionados no Líbano há cerca de 30 anos, apresentou sua renúncia depois de grandes protestos nas ruas do país. Uma parcela da oposição pedia o fim do seu governo desde a morte do ex-primeiro-ministro Rafiq Hariri, há duas semanas, na explosão de um Muitos partidários de Hariri culparam a Síria pelo assassinato – o que é negado pelo país - e passaram a pedir tanto a saída do governo pro-Síria como a retiradas das tropas. Nesta terça-feira, os líderes da oposição libanesa pediram aos manifestantes que continuem a realizar protestos nas ruas de Beirute pela retirada das tropas. O gabinete de Karami deve continuar trabalhando enquanto o presidente Emile Lahoud negocia com parlamentares a formação de um novo governo. A reação inicial síria foi comedida – um porta-voz em Damasco disse que as mudanças são um assunto interno do Líbano. |
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