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Rússia apóia retirada de tropas sírias do Líbano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Rússia, um dos principais aliados da Síria, afirmou que é a favor da retirada das tropas de Damasco do Líbano. Numa entrevista à BBC, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, afirmou que os planos de saída dos cerca de 15 mil soldados sírios devem ser cautelosos e levar em consideração "o frágil equilíbrio" de poder no Líbano. A oposição libanesa tem se manifestado nas ruas de Beirute pela retirada Síria. O presidente da Síria, Bashar Assad, disse recentemente à revista americana Time que vai retirar as tropas que o seu país mantém no Líbano "nos próximos meses". Assad é alvo de pressões internacionais para retirar os soldados e deixar de apoiar grupos militantes como o Hizbollah, no Líbano, e os palestinos Hamas e Jihad Islâmico, que possuem escritórios em Damasco. Uma resolução foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU no ano passado exigindo a retirada síria do território libanês. Eleições O movimento popular no Líbano contra o controle exercido pelo país vizinho ganhou força após o assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, que vinha criticando a Síria. Lavrov disse esperar que novas eleições sejam realizadas brevemente no Líbano – o governo pró-sírio do premiê Omar Karami renunciou esta semana, mas continua no poder até que seja alcançado um acordo no Parlamento sobre o novo gabinete. Segundo o chanceler da Rússia, um novo governo seria uma fator de estabilização no Líbano, facilitando o processo de retirada das tropas sírias. Líderes da oposição exigiram em uma declaração na quarta-feira a retirada das foças sírias e a renúncia dos chefes dos serviços de inteligência libaneses como condição para participarem das negociações de formação de um novo governo. Alguns dos oposicionistas, no entanto, preferiram utilizar a palavra "recuo" dos sírios - e não retirada - quando falaram com a imprensa na saída da reunião na qual a declaração foi redigida. O anfitrião do encontro, Walid Joumblatt, admitiu que não há consenso sobre o modo como esta retirada deve acontecer. "Alguns de nós defendem o uso do tratado de Taef (assinado entre os dois países em 1989, prevendo inicialmente um deslocamento das forças sírias dentro do Líbano) e outros querem o cumprimento da Resolução 1559 (do Conselho de Segurança da ONU, determinando a retirada imediata das tropas sírias do território libanês)", disse Joumblatt. "Nosso tom está bem mais moderado do que o que se ouve dos manifestantes nas ruas do centro de Beirute. É melhor que o governo nos ouça para não ter de enfrentar um levante popular." Joumblatt não conseguiu, no entanto, concretizar sua intenção de também catalizar a oposição em torno da exigência da renúncia do presidente Emile Lahoud. |
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