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Arábia Saudita pede à Síria que saia do Líbano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O príncipe Abdullah, da Arábia Saudita, "aconselhou" o presidente sírio, Bashar Assad, a retirar as suas tropas do Líbano "rapidamente", disse um alto funcionário do governo saudita. "O príncipe Abdullah aconselhou o presidente Assad a se retirar rapidamente do Líbano e anunciar um cronograma para a retirada a fim de conter a crise libanesa e a pressão internacional sobre a Síria", disse a fonte do governo saudita à agência de notícias Associated Press. Assad e Abdullah se encontraram nesta quinta-feira na capital saudita, Riyad. A Síria invadiu o Líbano durante a guerra civil do país (1975-90), mantendo cerca de 15 mil tropas mesmo depois do fim do conflito. O acordo de 1989 que pôs fim à guerra civil – assinado na cidade saudita de Taif – previa que a Síria deveria começar a retirar as suas tropas em dois anos, como um primeiro passo para a retirada total. Em setembro do ano passado, a resolução 1559 aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU determinou que a Síria deveria acabar com a presença militar no país vizinho. Enviado da ONU Em entrevista à revista americana Time nesta semana, Assad disse que vai retirar as tropas nos "próximos meses", mas não especificou um prazo. Assad disse ainda que discutiria o assunto com o enviado da ONU, Terje Roed-Larsen, que voltará na região nos próximos dias, segundo o secretário-geral da organização, Kofi Annan. O presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o ministro do Exterior da Arábia Saudita, Saud al-Faisal, também discutiram a situação síria em uma reunião nesta quinta-feira. "Deve haver uma forma de casar o acordo de Taif com as provisões de 1559, mantendo em mente a declaração síria de 21 de fevereiro, sinalizando a intenção de se retirar do Líbano", afirmou o porta-voz do presidente egípcio, Suleiman Awad. De acordo com diplomatas entrevistados pela agência Associated Press, a Síria tem resistido às pressões internacionais e do próprio mundo árabe, defendendo uma retirada parcial e a manutenção de um contingente menor, de 3 mil tropas, em território libanês. No entanto, ainda segundo a AP, o Egito e a Arábia Saudita insistem na retirada total. O regime saudita já teria advertido os sírios de que o problema é deles e que a não retirada comprometeria as relações entre os dois tradicionais aliados. O governo americano vem aumento as pressões para que a Síria retire as suas tropas do Líbano. Nos últimos dias, outros países aderiram às pressões, incluindo a Grã-Bretanha e a Rússia, principal aliado dos sírios no Guerra Fria. As pressões sobre o regime de Damasco aumentaram desde o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, em Beirute, há duas semanas. O governo sírio nega as acusações de envolvimento no atentado a Hariri – que se opunha à presença militar síria no país. Protestos contra as tropas sírias têm sido realizados quase diariamente no Líbano e o primeiro-ministro pró-Síria Omar Karami anunciou que vai deixar o cargo em meio à crise. |
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