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Altas dos juros e do mínimo 'agem em sentidos opostos', diz Furlan | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou nesta quinta-feira que as duas medidas anunciadas pelo governo na quarta-feira – o aumento do salário-mínimo e a elevação da taxa de juros –deverão ter efeitos opostos. "Acho que as duas coisas agem em sentidos opostos. Um (o aumento do salário-mínimo) dá um alento ao consumo, e o outro (a elevação na taxa de juros) aperto o consumo", afirmou o ministro, que participa em Belo Horizonte da reunião de cúpula do Mercosul. A respeito do andamento das negociações sobre o Mercosul, Furlan adotou um tom otimista. "O comércio é uma das coisas que está andando bem. O que o Mercosul precisa é retomar a agenda dos grupos de trabalho para a redução de assimetrias, para políticas convergentes." Perguntado por um repórter argentino sobre as exigências que o ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, teria feito pelo cumprimento de acordos antigos, antes de qualquer outra coisa novo seja feita, Furlan revelou que também há pressões internas para isso. "Recebi documento da Fiesp que pleiteia que sejam cumpridos acordos anteriores", disse Furlan. Embora a discussão da proposta argentina de liberalizar salvaguardas tenha sido deixada para negociações bilaterais em janeiro, diplomatas argentinos demonstraram certa irritação com a falta de uma resposta clara do Brasil sobre a possibilidade de aceitar as barreiras. Em conversa com jornalistas de seu país, o subsecretário argentino de Integração Econômica para América e o Mercosul, Eduardo Sigal, fez questão de reforçar o fato de que a Argentina já deixou bem claro o que quer, o que não quer e o que aceita negociar sobre o assunto. De acordo com Sigal, a proposta de legalizar as salvaguardas foi lançada pelo ministro argentino da Economia, Roberto Lavagna, em setembro e foi formalmente apresentada ao Brasil, com todos os detalhes, na semana passada. |
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