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Saída de Lessa do BNDES é revés para esquerda brasileira, diz FT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico Financial Times desta sexta-feira diz que a saída de Carlos Lessa da presidência do BNDES representa um revés para a esquerda brasileira. Na reportagem, o diário afirma que Lessa costuma se definir como um "neo-nacionalista" e diz que ele é um forte defensor da intervenção do Estado na economia. O jornal lembra que o BNDES, que terá um orçamento de R$ 60 bilhões no ano que vem, é um dos maiores bancos de fomento à atividade econômica do mundo. E diz que Lessa é o quinto membro do governo a deixar o governo nas últimas duas semanas, numa grande reforma de gabinete que se segue às eleições municipais de outubro. Reforma no judiciário O Financial Times também traz outra reportagem sobre o Brasil, na qual diz que o país está procurando "limpar" o seu sistema judiciário. O jornal afirma que a lentidão da Justiça brasileira e a corrupção judicial são a causa de algumas das maiores reclamações de investidores sobre o Brasil, prejudicando a competitividade internacional do país. O diário britânico diz que nesta semana, depois de mais de uma década de debates, o Congresso brasileiro aprovou reformas, que incluem controle externo sobre juízes, uma defensoria pública mais forte e tratamento especial a casos de direitos humanos. "É um passo em direção ao judiciário com o qual sonhamos", disse o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, segundo o jornal. Escravidão O The Times, também da Grã-Bretanha, tem uma reportagem sobre escravidão no Brasil. Uma repórter do The Times acompanhou o trabalho de uma equipe da Unidade Móvel Anti-Escravidão, criada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para combater um problema "que é comum no Brasil", segundo o jornal. O jornal diz que nos últimos dois anos, a unidade libertou mais de 4,7 mil escravos, o dobro de qualquer governo anterior. De acordo com o diário britânico, o Brasil tinha fechado os olhos à escravidão nas últimas décadas. "A batalha contra a escravidão ainda está longe de ser vencida", diz o The Times, citando números do governo segundo os quais há ainda 40 mil escravos no Brasil. Racismo na Espanha O ataque racista da torcida da Espanha aos jogadores negros da Inglaterra num amistoso entre as seleções dos dois países na quarta-feira é destaque no The Times e em todos os outros jornais britânicos. O The Times traz um editorial em que diz que a atitude mais sábia seria interromper o jogo e avisar à torcida que a partida seria cancelada se as ofensas continuassem. "Isso enviaria um claro sinal de que esse abuso intolerável não tem lugar em nenhum evento esportivo", diz o jornal, que também afirma numa reportagem que o incidente pode encerrar o sonho de Madri sediar os Jogos Olímpicos de 2012. O The Guardian também traz um editorial sobre o assunto, com o título "Vergonha na Espanha". O jornal responsabiliza os dirigentes do futebol espanhol pelo comportamento da torcida. O The Guardian diz que os dirigentes não fizeram nada depois que o técnico da seleção espanhola, Luís Aragonés, chamou o jogador francês Thierry Henry, que atua no Arsenal, da Inglaterra, de "negro de m..." no mês passado e "fez mais comentários incendiários nesta semana, contribuindo para a atmosfera agressiva em Madri". Na Espanha, o El Mundo preferiu acusar os jornais da Grã-Bretanha. Ele diz, num editorial, que a partida vai entrar para a história, "não pelo que aconteceu em campo, mas pela polêmica causada pela imprensa britânica, que ontem clamava contra Luís Aragonés e acusava a torcida de comportamento racista". Já o El País diz que Aragonés e a Federação de Futebol Espanhola "ficaram presos numa espiral de declarações deploráveis que destacam a falta de bom senso e de liderança da mais alta autoridade do futebol espanhol". |
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