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Líderes palestinos exigem que viúva de Arafat divida fortuna, diz jornal israelense | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal israelense Maariv relata nesta sexta-feira uma suposta "reunião tensa" que teria sido realizada em Paris, quando Yasser Arafat estava internado, entre lideranças palestinas e a viúva do presidente da Autoridade Palestina. De acordo com o diário, a delegação palestina formada por entre outros, o atual presidente interino da OLP, Mahmoud Abbas, disse a Suha Arafat que os palestinos não darão a ela "paz e tranqüilidade" se ela não aceitar dividir a fortuna que Arafat teria guardada no exterior. O jornal afirma que os líderes palestinos afirmaram que "o povo palestino não a perdoará pelo que ela está fazendo", levando a viúva às lágrimas. Suha Arafat teria dito que pretendia manter o mesmo padrão de vida que leva atualmente. Segundo o Maariv, um dos líderes palestinos afirmou: "Nós permitiremos que você mantenha o mesmo padrão de vida, mas você deve assinar um acordo revelando os dados bancários e os investimentos feitos por seu marido e permitir que esses fundos sejam transferidos para a Autoridade Palestina". Contrastes Outro jornal israelense, o diário conservador Jerusalem Post, publica um editorial que compara Yasser Arafat a Osama Bin Laden. De acordo com o jornal, Arafat foi o "padrinho do terrorismo internacional, que roubou milhões de dólares destinados a amainar o sofrimento de seu povo". Já o diário Al-Watan, do Omã, afirma que "Israel é responsável pela morte de Arafat" e acrescenta que "aquele que envenenou a comida de Arafat, envenenou o próprio processo de paz". O iraniano Al-Vefagh comenta que "Arafat será imortalizado pela história" e afirma ainda que "nem a hegemonia dos Estados Unidos nem a truculência de Israel derrubarão a vontade do povo palestino". O jornal palestino Al-Ayyam afirma que, no futuro, o corpo de Arafat será transferido para Jerusalém, "quando os palestinos readquirirem seus direitos naturais". Mais contrastes Nos Estados Unidos, o jornal Washington Post destaca o contraste do tratamento dado à morte do líder palestino pelo governo americano e por líderes de outros países. "Jacques Chirac, puxou o coro de estadistas mundiais que louvaram o líder palestino", afirma o jornal. O diário lembra que o tom de louvação de lideranças mundiais é distinto do usado por GeorgeW. Bush, "para quem Arafat era um obstáculo à paz no Oriente Médio". Outro jornal americano, o The New York Times, publica uma análise assinada pelo líder da Jordânia, o rei Abdullah 2º. O monarca afirma que o processo de paz entre israelenses e palestinos dependerá agora do apoio "de uma América corajosa". Abdullah diz ainda que a "guerra ao terror" não será vencida se árabes e governos ocidentais não agirem de forma conjunta. Estrutura de poder O diário francês Le Figaro trata da estrutura de poder dentro da Autoridade Palestina pós-Yasser Arafat. Segundo o jornal, atualmente o cargo de presidente, interinamente exercido por Rahoui Fattouh, foi esvaziado e "é basicamente honorário, como queria a admnistração Bush". De acordo com o Figaro, o ex-primeiro-ministro e atual presidente da OLP, Mahmoud Abbas, surge como o "novo homem forte" palestino. Visita chinesa Na Argentina, o jornal La Nación trata em editorial da "desmesurada expectativa" do governo com a visita do presidente chinês Hu Jintao ao país. Autoridades argentinas haviam dito que o governo assinaria acordos na faixa de US$ 20 bilhões com a China. Segundo o La Nación, o fato de mais tarde autoridades terem reconhecido que a cifra foi inflada "constituiu um episódio vergonhoso, que serviu para deixar claro a lamentável tendência argentina de acreditar em soluções mágicas". Outra análise do jornal sobre o mesmo tema ironiza a postura das autoridades argentinas, que teriam apresentado a relação da Argentina com a China como um "romance" com tom folhetinesco. O diárilo acrescenta que a história tem todos os elementos de um romance de sucesso, com "um amor impossível, em princípio, não correspondido", com uma das partes a "sair pelo mundo falando desse grande amor e outra desmentindo que seja algo tão grande". "Como convém ao gênero, a história conta com um terceiro elemento de discórdia: o Brasil, que, por enquanto, parece ser o favorito da República Popular da China", conclui o La Nación. |
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