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Bush deve ser mais conservador no 2º mandato, diz 'LA Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diário americano Los Angeles Times diz que a segunda gestão do presidente George W. Bush deve adotar um rumo ainda mais conservador que o de seu primeiro mandato. Segundo o jornal, quando conquistou seu primeiro mandato "com menos votos que os de seu oponente", Bush governou como "se a nação lhe tivesse dado um mandato para pôr em prática políticas conservadoras". Agora, o diário afirma que após ter obtido 51% de votos, Bush estará fortalecido para promover reformas domésticas e alçar políticas externas mais ambiciosas. No cenário doméstico, Bush visaria reformar o serviço de seguro social, que o jornal qualifica como sendo "o mais popular programa de governo na história". Em termos de política externa, o LA Times avalia que Bush dará continuidade aos "negócios que não foram concluídos" no primeiro mandato, como a guerra no Iraque, confrontações com o Irã e a Coréia do Norte e "a contínua batalha contra terroristas islâmicos por todo o mundo". Blair dividido O jornal britânico Financial Times estampa em uma de suas manchetes que a "reeleição de Bush é tanto um alívio quanto uma maldição" para o primeiro-ministro Tony Blair. O diário afirma que a vitória de Bush foi o resultado mais confortável para o premiê britânico. Mas o jornal acrescenta que se Bush seguir com uma política externa agressiva, especialmente em relação ao Irã, "Blair mais uma vez se verá dividido entre sua lealdade à Casa Branca e sua necessidade de tranqüilizar críticos da política americana na Grã-Bretanha e no resto da Europa". O francês Le Monde afirma que a eleição americana teve diversas peculiaridades. "A principal delas, que os europeus sempre tiveram dificuldade de entender, é que a campanha eleitoral se deu em um país em guerra". No entender do jornal, isso fez com que esta fosse "a primeira campanha em décadas a ser dominada por temas de política externa, que prevaleceram sobre temas tradicionais, como economia, benefícios sociais, educação e integração racial". Alívio com discrição O jornal argentino La Nacion afirma que o governo da Argentina não festejou a vitória do presidente George W. Bush, mas acrescenta que a vitória do presidente "causou alívio". O diário afirma que o presidente argentino, Néstor Kirchner, buscou como nenhum outro "uma relação sem conflitos com os Estados Unidos, apesar da barreira ideológica entre ele e Bush". Segundo o jornal, "o apoio político de Bush foi decisivo cada vez que o país pareceu à beira de romper laços" com os órgãos financeiros internacionais. Visão do Oriente Médio O diário saudita The Saudi Gazette afirma em uma análise que um "segundo mandato Bush significa que a instabilidade política continuará no Oriente Médio". O diário comenta que "Bush dará continuidade à guerra ao terror ao confrontar Síria e Irã". O diário israelense Haaretz afirma que ainda que os Estados Unidos endureçam sua política em relação a Israel no segundo mandato Bush, o governo do premiê Ariel Sharon ficou satisfeito com a reeleição do presidente americano. Segundo o jornal, Bush "aceita a visão unilateral de Sharon de que não há um parceiro palestino no processo de paz" na região. |
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