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'Financial Times': Crise de empresas aéreas dos EUA atinge Embraer | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal Financial Times publica nesta sexta-feira uma reportagem em que diz que problemas financeiros das principais empresas aéreas americanas estão resultando em cortes de encomendas que afetam as duas maiores fabricantes de jatos regionais: a Bombardier, do Canadá, e a Embraer, do Brasil. Segundo o jornal, as duas empresas foram afetadas especialmente pelo segundo pedido de concordata em dois anos da US Airways, mas também estão sofrendo com as dificuldades da Delta Airlines e da American Airlines. O Financial Times afirma que nesta semana a Embraer foi forçada a cortar as entregas previstas para 2004 (de 160 para 145) e para 2005 (de 170 para 145). O corte nas futuras entregas da Embraer ocorreu duas semanas depois que sua grande rival, a Bombardier, anunciou a demissão de 2 mil funcionários. O jornal prevê que a Embraer ainda vai enfrentar mais problemas, já que a American Airlines disse que pode ter que devolver alguns aviões se eles se mostrarem em número maior do que o necessário. Eleições no Iraque Nos Estados Unidos, o Washington Post divulga uma pesquisa realizada pelo Instituto Republicano Internacional, que mostra que líderes dos partidos religiosos do Iraque aparecem como os políticos mais populares do país e ganhariam com uma grande margem se as eleições fossem hoje. De acordo com o jornal americano, mais de 45% dos iraquianos acreditam que seu país está indo na direção errada. O Washington Post afirma que o governo George W. Bush vê a vitória de partidos religiosos iraquianos como o pior resultado das eleições. A Casa Branca, diz o jornal, espera que o primeiro-ministro interino Ayad Allawi e sua equipe atual, escolhidos por enviados dos Estados Unidos e da ONU, vençam ou tenham um bom resultado nas eleições marcadas para janeiro. Insurgentes Outro jornal americano, o The New York Times, publica uma reportagem em que afirma que autoridades americanas estão começando a receber mais informações que mostram que os insurgentes no Iraque têm muito mais combatentes e mais recursos financeiros do que o estimado anteriormente. O núcleo dos insurgentes soma de 8 mil a 12 mil combatentes, número que chega a 12 mil se considerados os simpatizantes ativos e os participantes disfarçados. Os primeiros relatórios do serviço secreto americano falavam em um máximo de 7 mil insurgentes. Na reportagem, o jornal afirma que os insurgentes se valem de "recursos ilimitados" de uma rede financeira subterrânea dirigida por ex-líderes do partido Baath e parentes de Saddam Hussein. O financiamento é complementado por dinheiro de doadores sauditas e ONGs islâmicas, que transferem grandes somas através da Síria. Europa Na Europa, os jornais continuam a destacar a polêmica envolvendo a indicação de Rocco Buttiglione para o cargo de comissário da União Européia para Justiça e Assuntos Domésticos. Buttiglione está sendo criticado por parlamentares europeus por sua posição conservadora em relação a gays e mulheres. Ao se recusar a cancelar a indicação de Buttiglione, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, "está se envolvendo em uma queda-de-braço com o Parlamento", segundo o jornal francês Le Figaro. O Liberation, também da França, afirma que Durão Barroso está cometendo "um sério erro" ao insistir na indicação de Buttiglione. "A questão do conflito de interesses acontece tanto em assuntos de moralidade quanto em assuntos econômicos", diz o jornal. Na Espanha, o El País afirma que a decisão de Durão Barroso o deixa "com duas opções ruins". De um lado, sua nova equipe pode ser rejeitada por membros do Parlamento europeu. De outro, ele pode começar na presidência "em uma posição enfraquecida". O Die Welt, da Alemanha, diz que nenhum dos dois lados na disputa deve esperar ganhar com a polêmica. Segundo o jornal, o Parlamento europeu tem muito a perder. "No fim, certamente haverá uma maioria para Durão Barroso, e o Parlamento, mais uma vez, fará papel ridículo", afirma o jornal alemão. |
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