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'LA Times': Viúva de Chico Mendes questiona homenagem do governo Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Los Angeles Times publica nesta segunda-feira uma reportagem sobre a polêmica envolvendo a indicação do ambientalista Chico Mendes para o panteão de heróis brasileiros. O jornal afirma que até a viúva de Chico Mendes, Ilzamar, questiona os motivos para a indicação. "Nós estamos felizes por ele ser apontado como um herói nacional, mas não concordamos com a forma como isso foi feito. Há pessoas que usam seu nome sem respeitar os direitos da família", disse Ilzamar, segundo o Los Angeles Times. O jornal lembra que apenas outros sete brasileiros fazem parte do "clube exclusivo", todos eles mortos há pelos menos cem anos. O diário americano afirma que alguns críticos afirmam que foi uma decisão política do governo brasileiro. Outros falam em desrespeito à tradição ao nomear um contemporâneo. De acordo com o jornal, poucos contestam a contribuição de Chico Mendes – assassinado na porta de sua casa em Xapuri, no Acre, há 16 anos – para a preservação da floresta amazônica. Batalha legal Ainda nos Estados Unidos, o The New York Times publica uma reportagem em que diz que "a batalha legal em Ohio sobre a questão fundamental de quem pode votar" faz parte do que, de acordo com especialistas, "está se tornando rapidamente, nas últimas semanas antes das eleições, o mais litigioso pleito de toda a história dos Estados Unidos". Sob o título "Com aproximação das eleições, partidos começam nova rodada de batalhas legais", o jornal faz um relato das diferentes manobras em diversos Estados com as quais democratas e republicanos tentam afastar eleitores do partido adversário das seções eleitorais. O jornal diz que, por causa da eleição presidencial de 2000, em que o presidente George W. Bush derrotou o democrata Al Gore por pequena margem, em um resultado controverso, os ataques estão mais duros neste ano, com uma mobilização de advogados e especialistas maior do que nunca. "Ditador" Na Europa, os jornais dão destaque ao referendo que aprovou o desejo do presidente de Belarus, Aleksander Lukashenko, de cumprir um terceiro mandato. Na Alemanha, o Die Welt diz que o resultado já era o esperado: "Lukashenko, o ditador de Belarus, deu um brilho pseudo-democrático a seu desejo de ser eleito pela terceira vez em 2006". O Der Tagesspiegel diz que a Europa estaria melhor sem Lukashenko. "O chefe de Estado parece uma relíquia de uma era já terminada", afirma o jornal. O Le Monde, da França, afirma que Lukashenko é um populista de desenho animado, que se valeu dos temores que se seguiram ao colapso da União Soviética explorando os temas da ordem pública e da segurança. Ursos Na Grã-Bretanha, uma reportagem do The Times diz que o Japão luta contra ursos famintos, que estão amedrontando moradores de dezenas de cidades. Por causa de uma temporada curta de chuvas e do verão mais quente da história, os ursos têm tido dificuldades em encontrar comida em seu ambiente natural, nas montanhas. Como resultado, agora que se preparam para hibernar, os ursos têm ido às cidades procurar comida. Para evitar os ursos, os japoneses estão tomando cuidados como não deixar lixo exposto muito tempo antes de o caminhão de recolhimento passar, e mandar as crianças para escola com cintos metálicos, já que há uma crença antiga que diz que os ursos se assustam com barulhos estridentes. |
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