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'The Guardian': Testemunha de caso de doping na Grécia é esfaqueada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico The Guardian publica nesta quarta-feira uma reportagem em que diz que um jornalista grego, testemunha-chave do escândalo de doping que envolveu dois dos principais atletas gregos na Olimpíada de Atenas, foi espancado com barras de metal e esfaqueado. Filippos Sirigos testemunhou que os velocistas Costas Kenteris e Katerina Thanou, ambos esperança de medalha de ouro, encenaram um acidente de moto para evitar testes antidoping às vésperas dos Jogos. O ataque provocou uma onda de protestos. "Foi uma tentativa de assassinato, e não um ataque para assustá-lo", disse Serafim Fintanidis, editor de Sirigos. O jornalista grego, de 55 anos, foi operado e está internado em condição estável. Iraque Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times publica uma reportagem com declarações de que não apenas as informações das agências de inteligência que levaram à guerra no Iraque estavam erradas, mas também as informações fornecidas aos envolvidos na guerra e no planejamento da ocupação. Segundo o jornal, os órgãos de inteligência estavam convencidos de que soldados americanos seriam recebidos de braços abertos no sul do Iraque. Por isso, afirma o New York Times, agentes da CIA sugeriram que fossem levadas centenas de pequenas bandeiras americanas para que iraquianos agradecidos acenassem a seus libertadores. O diário nova-iorquino afirma que a cena seria filmada e mais tarde exibida em todo o mundo árabe. Uma das cidades onde os militares americanos seriam bem recebidos, segundo a CIA, seria Nassíria, onde na verdade os soldados enfrentaram os piores combates. Ataques Na Espanha, os jornais espanhóis voltam a destacar o temor de novos atentados no país, apesar da prisão de oito suspeitos militantes islâmicos no começo desta semana. Para o El País, as prisões são um lembrete dos ataques a trens que deixaram 191 mortos em 11 de março, em Madri. "Seria inocente dizer que a ameaça do terrorismo islâmico diminuiu na Espanha", diz o jornal. Os perfis dos homens detidos "são semelhantes aos das pessoas que cometeram as atrocidades em Atocha", afirma o El País, referindo-se à estação de trem atingida pelas explosões em março. Já o ABC destaca a informação de que os suspeitos teriam escolhido a corte suprema da Espanha como alvo para um ataque. "O tamanho e os objetivos do grupo dão motivos para preocupações", afirma o ABC. "Eles refletem a obsessiva determinação do terrorismo em atingir a Espanha", acrescenta o diário. O La Vanguardia alerta que a polícia e o Judiciário ainda têm a difícil tarefa "de provar que os homens detidos estavam realmente planejando um ataque". Demissões Dezenas de milhares de funcionários da General Motors na Europa protestaram na terça-feira contra os planos da empresa automobilística de cortar 12 mil vagas. Na Alemanha, o Der Tagesspiegel questiona o quanto os manifestantes vão conseguir com esses protestos. Segundo o jornal, os trabalhadores de uma fábrica da Opel pertencente à GM na cidade de Bochum "podem se sentir melhores participando das manifestações, mas isso não significa que as demissões não irão acontecer". O Frankfurter Rundschau aconselha os trabalhadores a manter "a cabeça fria" para fortalecer sua posição nas negociações com a direção da empresa. O Trybuna, da Polônia, afirma que a polêmica do corte de empregos reflete uma tendência mais ampla. "Enquanto empresas transnacionais estão ficando mais fortes, os sindicatos estão ficando mais fracos", diz o jornal. "Embora as demissões não se apliquem à fábrica de Gliwice, na Polônia, há repercussões aqui também", afirma o Trybuna. "Se os trabalhadores poloneses não mostrarem solidariedade agora, eles não poderão esperar o apoio dos outros no futuro." Futebol Na Suécia, o Dagens Nyheter pede ações drásticas para acabar com a violência em jogos de futebol, depois que uma briga na torcida levou a um atraso de 40 minutos no clássico entre o AIK e o Hammarby, em Estocolmo. "Há uma clara escalada na violência no futebol, num nível que nós certamente não vimos na Suécia antes", afirma o jornal. "Isso não é ação de hooligans, mas uma conspiração para cometer crimes graves que pode atingir pessoas inocentes - um ato de terrorismo", diz o Dagens Nyheter. O jornal sugere que os clubes de futebol depositem uma certa quantia em nome do governo. Esse dinheiro só seria devolvido se os jogos transcorressem sem incidentes. Isso, de acordo com o jornal, faria os clubes se empenharem em encontrar os culpados pela violência. |
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