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'Financial Times': Waldir Pires admite lentidão da Justiça no combate à corrupção | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Controle e da Transparência, Waldir Pires, admite que promotores públicos e juízes têm sido lentos para agir diante de evidências em casos de corrupção, de acordo com o diário britânico Financial Times. Em entrevista ao jornal, Pires disse estimar que cerca de 20% dos recursos públicos de cidades brasileiras são desviados. A reportagem afirma que, embora digam que é impossível determinar se a corrupção no país está crescendo ou caindo, muitos observadores concordam que o interesse do público pelo assunto e a exigência de transparência aumentaram. O Financial Times diz que o caso do ex-prefeito Paulo Maluf, alvo de um processo que exige a devolução de R$ 5 bilhões aos cofres públicos, colocou em evidência os esforços do governo para combater a corrupção. De acordo com o diário britânico, pesquisas recentes sobre competitividade citaram a corrupção como um grande obstáculo para investimento no Brasil. Resende Nos Estados Unidos, o jornal Washington Post publica uma reportagem em que diz que cirurgias são mais um motivo para que "turistas hospitalares" viajem. O jornal entrevistou pessoas que foram para a Índia, a nova meca para quem busca "um serviço de saúde de Primeiro Mundo a preços de Terceiro Mundo". O diário americano diz que, para se aproveitar da tendência, hospitais particulares indianos oferecem serviços sob medida para pacientes estrangeiros, incluindo transporte do aeroporto, quartos com internet e pacotes que combinam cirurgias com hospedagem em palácios de marajás. De acordo com o Washington Post, a tendência ainda está no começo. Muitos dos estrangeiros se tratam na Índia são de outros países em desenvolvimento de Ásia, África e Oriente Médio. Pacientes dos Estados Unidos e da Europa ainda são raros, não só por causa da distância, mas porque associam a Índia com imagens de pobreza e má higiene. Aposentados Na Rússia, o governo informou na terça-feira que pode ter que aumentar a idade mínima para a aposentadoria, para tentar resolver os problemas do país em relação às pensões. O jornal Komsomolskaya Pravda diz que, para muitos russos, as mudanças não serão relevantes. "Nós somos, claro, um país que trabalha duro. O único problema é que os homens russos não estão vivendo o suficiente para chegar à idade da aposentadoria", afirma o jornal. A expectativa de vida para os homens russos é de 59 anos. Se a idade mínima for aumentada em cinco anos, os homens terão que trabalhar até os 65 anos, e as mulheres até os 60. O diário Nezavisimaya Gazeta chega à mesma conclusão, e faz uma comparação crítica entre os aposentados russos e os de outros países europeus. "Os atuais pensionistas ocidentais cresceram na era do rock e gritaram em shows dos Beatles e de Elvis Presley. Na época, os nossos pensionistas estavam plantando milho no norte do país", afirma o diário. Segundo o jornal, as pessoas nos países ocidentais têm a chance de aproveitar a vida e viajar pelo mundo, mas os aposentados russos não. Imigrantes Na Alemanha, depois que uma comissão concluiu que o país precisa atrair cerca de 25 mil imigrantes qualificados para compensar a falta de mão-de-obra de qualidade, o jornal Die Tageszeitung afirma que a resposta do Partido Social Democrata foi "simplista". O partido do chanceler Gerhard Schröder disse que o país não deve convidar trabalhadores de fora, quando tem cerca de 4 milhões de desempregados. |
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