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Eleição nos EUA tem sinais de fraude, diz 'LA Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal Los Angeles Times afirma que já foram detectados sinais de fraude em alguns dos Estados-chave, como Ohio, Novo México, Nevada e Flórida a menos de uma semana da eleição presidencial americana. O Los Angeles Times diz que, em alguns desses Estados, foram encontradas diferentes fichas de registro eleitoral com a mesma assinatura ou fichas com assinaturas forjadas. Segundo o jornal, após as controvérsias cercando a eleição presidencial de 2000, foram adotadas novas regras nacionais para garantir que listas de registro eleitoral seriam mais precisas e atualizadas. Mas o diário afirma que 37 Estados não estão cumprindo a legislação adotada em 2000. O diário diz que, na Califórnia, por exemplo, ainda está sendo usado um sistema antigo de registro eleitoral por computador. O Estado só ganharia um novo sistema a partir de 2006. Impasse eleitoral O Washington Post prevê um outro cenário conturbado para a eleição americana. De acordo com o jornal, uma análise de computador descobriu que há 33 possíveis combinações com diferentes resultados nos 11 Estados-chave da eleição que poderiam levar a um empate no cômputo geral de 269 a 269 votos. Segundo o Post, tais hipóteses normalmente seriam muito improváveis, mas não numa eleição "tão disputada e imprevisível" como esta corrida presidencial. O jornal vislumbra diversos possíveis cenários. Em um deles, a votação está empatada e um único distrito eleitoral do Maine rompe com o restante do Estado, dando o seu único voto no colégio eleitoral para George W. Bush e, com isso, reconduzindo-o à presidência. Em outro, o candidato democrata John Kerry vence na Flórida, em Minnesota e New Hampshire, e Bush ganha no Novo México, em Ohio e no Wisconsin. Com isso, a eleição fica empatada, com 269 votos para cada candidato. Pela Constituição americana, se um candidato não ganha 270 votos no colégio eleitoral, a decisão vai para o Congresso americano. Como Bush conta com maioria na casa, ele poderia ser eleito presidente pelos congressistas. Blair e Kerry O diário britânico The Times diz em sua edição desta quarta-feira que o premiê britânico, Tony Blair, "admitiu pela primeira vez após dois meses de constrangedor silêncio" que se encontrou com John Kerry duas vezes. De acordo com o jornal, a admissão pública do governo britânico de que houve encontros entre Blair e Kerry pode ser uma indicação de que o primeiro-ministro está fazendo novas apostas sobre o resultado da votação. Até recentemente, Blair nunca havia negado afirmações feitas tanto na Grã-Bretanha como nos Estados Unidos de que os dois nunca haviam se encontrado. Pressão Uma reportagem exclusiva do jornal britânico Guardiandiz que uma das maiores empresas tabagísticas do mundo, a British American Tobacco, fez pressão sobre o premiê Tony Blair e sobre ministros para que um inquérito contra a companhia fosse arquivado. O Guardian afirma que há quatro anos a empresa estava sendo acusada de evasão fiscal, e o então secretário do Comércio, Stephen Byers, ameaçou abrir um inquérito contra a empresa. De acordo com o jornal, o presidente da British American Tobacco pôde participar de encontros reservados que contavam com presença de Tony Blair e de Stephen Byers. De acordo com o jornal, após o intenso lobby da companhia tabagística, o inquérito foi arquivado e parlamentares foram informados de que uma investigação secreta seria realizada. Mas essa investigação também acabou arquivada, afirma o Guardian. |
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