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Morte de Arafat no exterior seria cenário ideal para Israel, diz 'Jerusalem Post' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal israelense Jerusalem Post diz em uma de suas manchetes nesta sexta-feira que a possível morte do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, no exterior "seria o cenário ideal para o Ministério da Defesa de Israel". De acordo com o jornal, como Arafat está recebendo tratamento médico na França, oficiais militares israelenses minimizaram preparações contra possíveis ondas de violência entre os palestinos. Segundo autoridades da área de segurança ouvidas pelo Jerusalem Post, o período que se seguirá à morte de Arafat deverá ser "relativamente calmo". A violência só poderia emergir nos territórios ocupados, segundo o jornal, devido a disputas internas por poder entre os líderes palestinos e "tentativas do Hamas e de outras organizações terrorists para ter um papel mais ativo em um governo da Autoridade Palestina". De acordo com o jornal, Israel daria assistência para a realização de um funeral do líder palestino e para que autoridades internacionais comparecessem ao enterro. Mas o diário afirma que autoridades israelenses impediriam que Arafat fosse enterrado na área do Monte do Templo, em Jerusalém, região considerada sagrada pelos muçulmanos e ocupada por Israel desde a guerra de 1967. Ainda segundo o jornal, o governo também não permitiria que ele fosse enterrado dentro de Israel ou em regiões que estão sob controle das forças de segurança israelenses. 'Mea culpa' O jornal New York Times publica duas análises de comentaristas do Partido Democrata sobre a vitória do presidente George W. Bush na eleição presidencial americana. Segundo uma das análises, os democratas não sabem responder à convocação republicana de enfatizar valores morais e tendem a buscar uma postura "centrista", que alienou potenciais eleitores da classe operária, que se tornaram simpatizantes dos republicanos. Andrei Cherny, um ex-assessor de John Kerry, afirma em outra análise que o principal problema do partido atualmente "é a falta de uma noção clara do que o partido representa". De acordo com o analista, essa suposta crise de identidade se tornou emblemática da campanha de John Kerry, já que muitos eleitores disseram que queriam mudanças, "mas não sabiam o que John Kerry representava". Os republicanos, por outro lado, argumenta Cherny, têm uma clara visão sobre o futuro da América e uma ambiciosa agenda política, enquanto os democratas se limitam a ser contrários às propostas republicanas. Made in USA O jornal britânico The Times publica uma reportagem que conta que os partidos políticos britânicos estão "importando métodos e mensagens que foram usados na mais disputada eleição presidencial americana dos últimos anos". De acordo com o texto, o governo britânico está particularmente interessado nos ataques feitos à suposta mudança de opinião de John Kerry sobre a guerra no Iraque, que seria parecida à postura sobre o conflito adotada nos últimos meses pelo líder dos conservadores britânicos, Michael Howard. Os conservadores, por sua vez, estariam se inspirando na "agenda moral" dos republicanos em suas campanhas contra o plano do governo Blair de desregulamentar o jogo na Grã-Bretanha e contra as restrições governistas a que crianças recebam punição física nas escolas. |
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