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Atualizado às: 17 de novembro, 2004 - 11h15 GMT (08h15 Brasília)
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Controle da política externa faria Powell ficar no cargo, diz Post
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O jornal The Washington Post diz num de seus editoriais que não é surpresa que o secretário de Estado americano, Colin Powell, tenha se mostrado disposto a ficar no cargo apenas se tivesse maior controle sobre a política externa. E que também não é surpresa que o presidente George W. Bush não tenha insistido para que ele ficasse.

A revelação de que Powell teria imposto condições para ficar é feita pelo próprio jornal numa das reportagens da edição desta quarta-feira.

Segundo o editorial, Powell gosta de se ver como um "soldado leal", que fez o melhor para levar adiante a política do governo, mesmo sem concordar inteiramente com ela.

O jornal cita como um dos momentos inesquecíveis de Powell a defesa que ele fez, no Conselho de Segurança da ONU, da guerra contra o Iraque, apesar das reservas que ele tinha em relação ao conflito.

Sem responsabilidade

"É uma medida da impressionante falta de responsabilidade do governo Bush que Powell saia, enquanto os arquitetos de suas políticas fracassadas e até desastrosas, do pós-guerra no Iraque, passando por Guantánamo e Abu Ghraib, continuam em seus cargos", diz o The Washington Post.

Outro jornal americano, o The New York Times, traz um artigo do colunista William Safire em que, sob o título "O êxodo bíblico do governo Bush", afirma que com a nomeação de assessora de Segurança Nacional Condoleezza Rice para substituir Powell, o centro de tomada de decisões vai cair um pouco para a direita.

Safire diz que a inclinação de Powell para fazer acordos era um contraponto às inclinações bélicas do secretário de Defesa, Donald Rumsfeld.

O colunista pergunta se Condoleezza vai adotar o estilo de Powell. Segundo Safire, amigos de Condoleezza disseram a ele que a futura secretária de Estado vai surpreender os céticos e controlar o Departamento de Estado de forma sutil.

Falluja

Na Europa, o jornal El País, da Espanha, com a manchete "O crime de Falluja", condena o incidente registrado por um cinegrafista em que um soldado americano aparentemente mata um iraquiano ferido em uma mesquita, no Iraque.

"Suspeitas de que soldados americanos podem ter quebrado as regras humanitárias da guerra foram confirmadas em pelo menos um caso aterrador testemunhado por todo o mundo", disse o jornal.

Um editorial em outro diário espanhol, El Periodico, também é duro.

"Vamos esperar para ver se as provas de que o Exército está quebrando as regras da guerra vão ou não causar indignação na mesma sociedade americana que acabou de endossar as ações de Bush", afirma o editorial.

Na Suécia, o Sydsvenska Dagbladet chama o suposto assassinato, mostrado na TV, de "ato abominável e completamente indefensável".

O Der Standard, da Áustria, afirma que o observador mais otimista, mesmo sabendo que Falluja foi dominada, não pode esquecer que a insurgência ainda não acabou.

Dólar x euro

A queda do dólar em relação ao euro é assunto do jornal francês Le Monde. O diário pergunta se a depreciação da moeda americana pode prejudicar a competitividade das empresas européias e frear o crescimento econômico no continente.

A Europa, segundo o jornal, ficou preocupada ao ouvir o secretário do Tesouro americano dizer que "os valores das moedas deveriam ser determinados por um mercado aberto e competitivo".

"Os europeus devem superar urgentemente suas divergências, unirem-se para enfrentar os americanos e adotarem uma estratégia que seja clara e tenha credibilidade para os mercados financeiros", diz o Le Monde.

Holanda

Na Holanda, o NRC Handelsblad lamenta a escolha do líder de extrema-direita Pim Fortuyn, assassinado em 2002, como a maior personalidade da história do país. A escolha foi feita por espectadores de uma emissora de TV.

"Na mesma fórmula de TV, os britânicos escolheram Winston Churchill, e os alemães apontaram Konrad Adenauer, homens com uma folha de serviços mais impressionante", diz o jornal.

Segundo o NRC Handelsblad, William de Orange, que ficou em segundo na lista, era a escolha mais óbvia, já que ele está ligado ao nascimento da Holanda como nação.

Falluja
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