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Boca-de-urna indica que Tabaré terá mais de 50% dos votos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Apesar do suspense, provocado pelos 25% de eleitores que preferiram não responder às pesquisas de boca-de-urna, quatro levantamentos divulgados no fim da noite deste domingo informam que o candidato favorito a assumir a presidência do Uruguai, Tabaré Vázquez, aparece com mais de 50% dos votos. Ou seja, se esses dados forem confirmados oficialmente, Tabaré será o próximo presidente do Uruguai. Os resultados, com margem apertada, são os seguintes: Instituto Cifra informa que Tabaré teria recebido 51% dos votos; a Factum informa 50,9%; a Equipos Mori deu a Tabaré 52,5% e a Interconsult 50,1%. A constituição exige 50% dos votos mais um para que o candidato seja eleito no primeiro turno. Buzinaço Enquanto os resultados oficiais não são divulgados, a população faz festa no centro da capital do Uruguai. Em vários pontos da cidade, os eleitores de Tabaré comemoram com buzinaços e erguendo bandeiras e faixas do candidato. A maior concentração ocorre em frente ao hotel Presidente, onde Tabaré falou no fim da noite deste domingo, da varanda do prédio. "Queridos uruguaios, queridas uruguaias: festejem. Essa vitória não é minha. Essa vitória é de vocês", afirmou. Essa foi a terceira eleição presidencial de Tabaré Vázquez. Em 1999, ele chegou a ter, no primeiro turno, 39% dos votos, e seu opositor Jorge Batlle, do Partido Colorado, recebeu 32%. No segundo turno das eleições, porém, Tabaré recebeu 46%, perdendo para o atual presidente do país, Jorge Batlle, que recebeu 54% dos votos dos uruguaios. Por isso mesmo, num primeiro momento, analistas e institutos de opinião reagiram com cautela aos primeiros resultados de boca-de-urna. A festa é cada vez maior nas ruas de Montevidéu, onde Tabaré foi prefeito, mas os resultados oficiais da eleição deste domingo ainda não foram divulgados. Numa entrevista na tarde deste domingo, depois de votar, Tabaré admitiu que vai implementar um programa parecido com o Fome Zero, lançado pelo governo Lula no Brasil. |
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