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Favorito no Uruguai diz que vai governar como Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O candidato favorito às eleições presidenciais deste domingo no Uruguai, Tabaré Vázquez, disse que, se vencer, fará um governo “parecido ao do presidente Lula” no Brasil. “Quando falamos isso, queremos dizer que será um governo sério, responsável e com profunda lealdade institucional”, disse Vázquez. “O principal vai ser atender a emergência social que o país vive hoje.” Seu assessor econômico, o senador Daniel Astori, provável ministro da Economia caso Vázquez vença as eleições, explicou que, assim como o Brasil, um eventual governo de centro-esquerda pretende, por exemplo, respeitar o acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional). "O acordo com o Fundo deverá ser renovado em março. Nosso objetivo é flexibilizar as exigências do FMI, mas respeitando sempre acordos e contratos", afirmou Astori. Médico Vázquez, que concorre pela coalizão Frente Ampla-Encontro Progressista, disse nesta sexta-feira que não deixará de exercer a profissão de médico, mesmo que seja eleito presidente. Ele também afirmou que não pretende realizar nova consulta popular para saber se a população uruguaia quer ou não acabar com a anistia aos crimes cometidos durante a ditadura militar no país (1972-1984). Para ele, essa opinião já foi expressada pela nação numa recente consulta popular. O que ele vai fazer, ressaltou, será aplicar o artigo quarto desta lei de anistia, que prevê que o Executivo investigue os crimes daquele período. Por sua vez, o senador Rafael Michelini, do partido Novo Espaço, que integra a coalizão de centro-esquerda, disse que com esse artigo será possível acabar com a "impunidade" daqueles anos. Michelini é filho de um ex-líder da esquerda, Zelmar Michelini, assassinado durante o regime militar. Cuba Tabaré Vázquez afirmou ainda que pretende retomar as relações diplomáticas com Cuba, que estão suspensas. Ele também defendeu a entrada de capital privado no país e admitiu que poderá promover uma consulta popular para saber o que os 3,2 milhões de uruguaios pensam sobre a legalização ou não do aborto. O analista Ignacio Zuasnabar, diretor de opinião pública do instituto Equipos Mori, disse que Vázquez é hoje um político de centro e que sua guinada comecou nos anos 1980, assim que houve a retomada da democracia. Para outro analista, Daniel Chasqueti, do Grupo Radar, ao dizer que fará um governo parecido ao de Lula, Vázquez pretende cuidar das contas públicas, obedecer acordos assinados, cuidar da imagem internacional do país e dar prioridade ao social. |
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