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Uruguai encerra campanha que pode levar 1º esquerdista à Presidência | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Foi encerrada a campanha presidencial que pode colocar o primeiro homem de esquerda na Presidência do Uruguai. O último showmício, na verdade, foi foi feito pelo candidato segundo colocado nas pesquisas, Jorge Larrañaga, do Partido Nacional (também conhecido como Partido Blanco), na praia de Pocitos, em Montevidéu. O encontro foi realizado um dia depois que o médico Tabaré Vázquez, da coalizão Encontro Progressista-Frente Ampla, favorito desta corrida eleitoral, reuniu uma multidão recorde, estimada em 200 mil pessoas, num ato no centro da cidade. 'Cambio' Os levantamentos, como os do Grupo Radar e do Equipos Mori, informavam que não deverá haver segundo turno das eleições, como era a grande esperança de Larrañaga, senador e ex-prefeito da cidade de Paysandu (a 370 km de Montevidéu). Ouvidos pela BBC Brasil os analistas Ignacio Zuasnabar, da Equipos Mori, e Daniel Chasquetti, do Grupo Radar, apresentaram números diferentes para este domingo. "Tabaré vencerá, mas com percentual apertado em torno dos 52,5% dos votos. Ou seja, apenas 2,5 pontos a mais que os exigidos pela Justiça Eleitoral", disse Zuasnabar. Para Chasquetti, o resultado não será tão apertado, e o candidato favorito ficaria com 56% dos votos. A Justiça Eleitoral do Uruguai informou que o resultado final só deverá ser divulgado na segunda-feira. O refrão da campanha de Larragaña, "Por um novo Uruguai", é semelhante ao de Vázquez, cujas propagandas nas emissoras de rádio e de televisão, também falavam em "cambio" (mudanças). "Os uruguaios querem mudar porque se cansaram dos altos índices sociais, como a alta do desemprego, e das promessas não cumpridas", explicou Zuasnabar. Nas ruas da cidade, nas janelas das casas e dos edifícios e nos automóveis, os eleitores erguem bandeiras nas cores dos seus partidos, mas o clima é de tranquilidade nesse país de 3,2 milhões de habitantes e pelo menos 20% vivendo no exterior. De acordo com analistas uruguaios, a maioria dos que vivem fora do país Muitos vôos estão chegando lotados, principalmente, da Argentina, da Espanha e da Itália, onde vivem vários dos que saíram do Uruguai nas últimas décadas. Os que desembarcam chegam especialmente para votar, já que o voto no exterior não é permitido. Entre assessores da Tabaré, com apoio da centro-esquerda, acredita-se numa vitória no primeiro turno, mas ninguém arrisca comemorar antes, como afirmou um deles. Como disse à BBC Brasil o secretário do Partido Nacional, Pablo Iturralde, somente na segunda-feira, conforme informou a Justiça Eleitoral, se saberá o resultado. "Ainda temos esperanças de que seja realizado segundo turno das eleições. Mas reconheço que nos dois casos, tanto Tabaré quanto Larrañaga, vão tentar governar com diferentes forças", disse ele. |
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