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Civis têm mais armas que militares e polícia na África do Sul | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Civis na África do Sul possuem mais armas que a polícia e as forças armadas do país juntas, de acordo com um estudo. Os pesquisadores concluíram que 8,4% dos sul-africanos têm armas de fogo – o equivalente a 3,7 milhões de unidades. “Isto é um legado do apartheid, em que membros da comunidade branca eram encorajados a portar armas de fogo”, disse o autor do relatório, Guy Lamb, do Centro de Resolução de Conflitos da Universidade da Cidade do Cabo. Nos oito países em que a pesquisa foi feita, a média encontrada foi de 2,27% - a percentagem mais baixa foi a de Moçambique, com 0,04%. Nova lei A África do Sul detém uma das mais altas incidências de crimes relacionados a armas de fogo – o que levou o governo a implantar uma nova lei sobre o tema. Pela nova lei, que deve entrar em vigor em julho do ano que vem, quem tiver uma arma terá de renovar os seus portes de armas, passando por checagens rigorosas e fazendo testes. Segundo Guy Lamb, os sul-africanos comumente consideram o ambiente em que vivem perigoso, e por isso procuram formas de se proteger. Além disso, integrantes das forças de segurança podiam manter suas armas de fogo depois que deixassem o serviço militar. O acadêmico disse que lojas de armas têm registrado que a maior parte dos seus clientes hoje em dia é formada por negros. Existem cerca de 500 lojas de armas de fogo no país. |
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