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Soweto completa 100 anos com otimismo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O famoso bairro negro de Soweto, em Johannesburgo, na África do Sul, completa cem anos de existência nesta terça-feira, em um clima de otimismo muito diferente do vivido nos dias do Apartheid. Dezenas de milhares de negros de Johannesburgo foram removidos do centro da cidade para o novo distrito quando as autoridades brancas impuseram o regime de segregação racial. Líderes como Nelson Mandela e Desmond Tutu foram para Soweto, que se tornou centro de resistência contra o regime, e os distúrbios da década de 70 abriram caminho para a democracia, concretizada há dez anos. Manifestações estudantis em 1976 começaram em Soweto e se espalharam por todo o país abrindo caminho para o fim do Apartheid. Desemprego e turismo O desemprego ainda é um grande problema no histórico bairro negro sul-africano, mas agora a área é vista por algumas pessoas como um modelo de esperança para a África do Sul como um todo. "É um lugar onde algumas pessoas vão para ganhar inspiração, e da forma como as coisas estão no momento, acho que Soweto tem que formar a base de um novo futuro para a África do Sul", disse o empresário local Dan Moyane. Soweto, cujo nome vem de "South West Townships", ou "Subúrbios do Sudoeste", tem hoje uma população de 3,5 milhões de habitantes. Segundo o correspondente da BBC em Johannesburgo, Alastair Leithead, Soweto é um bairro fervilhante e a comunidade se destaca entre os subúrbios estéreis e de segurança reforçada da principal cidade sul-africana. Milhares de turistas visitam Soweto anualmente, parando na antiga casa de Nelso Mandela e em locais onde ocorreram algumas das maiores batalhas contra o Apartheid. |
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