BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 21 de setembro, 2004 - 23h48 GMT (20h48 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Brasil se une a três países por vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU

O presidente Lula e líderes de Índia, Japão e Alemanha
Além do Brasil, Índia, Japão e Alemanha querem vaga permanente no Conselho
O Brasil, a Alemanha, o Japão e a Índia vão pleitear em conjunto vagas permanentes para estes quatro países e também para algum país africano no Conselho de Segurança da ONU.

O recém-formado G-4 teve a primeira reunião em Nova York com a presença do presidente Lula, do primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, do primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi e do ministro das Relações Exteriores alemão, Joschka Fischer.

"Pelo menos os quatro que estão aqui e mais um país africano teriam de entrar (no Conselho de Segurança), mas estes países não têm uma visão excludente. Estamos em um processo de discussão e pode surgir um sexto país", disse o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, depois da reunião.

Celso Amorim disse que, entre os atuais membros permanentes do Conselho de Segurança, a candidatura brasileira tem o apoio aberto de França, Reino Unido e Rússia, enquanto os chineses teriam dito que também seriam favoráveis à inclusão do Brasil, se a reforma de fato acontecer.

 Os Estados Unidos não manifestaram posição sobre a reforma do Conselho de Segurança, mas como disse (o presidente da França, Jacques) Chirac a respeito das propostas para o combate à fome (às quais os americanos se opõem), se houver uma pressão de muitos países mesmo a maior potência do mundo tem de ser sensível à pressão.
Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores

México e Argentina

Sempre que surgem discussões sobre a ampliação do Conselho de Segurança da ONU incluir um país latino-americano, também o México ou a Argentina mostram algum interesse na vaga.

Em relação à Argentina, o ministro Celso Amorim disse que o Brasil está ampliando sua "parceria estratégica" com o sócio do Mercosul e que isto pode ajudar também nas discussões a respeito do Conselho de Segurança.

"Atualmente o Brasil está ocupando uma das vagas rotativas no Conselho de Segurança, e nós temos um diplomata argentino fazendo parte da nossa representação. Até onde eu saiba, isso nunca aconteceu na história da ONU e não pode haver prova maior de confiança entre os dois países", afirmou.

A respeito do México, o diplomata evitou fazer uma análise. "Vocês têm que perguntar ao México sobre o interesse deles e perguntar a quem convocou a reunião porque eles não foram convidados", disse.

Japão

O encontro em Nova York foi pedido pelo Japão que, como a Alemanha, há dez anos pleiteia a vaga no Conselho de Segurança.

Analistas dizem que se aliar aos países em desenvolvimento nesta questão faz parte da estratégia japonesa para quebrar a resistência dos outros membros do Conselho de Segurança à inclusão do país.

Segundo o ministro Amorim, o primeiro-ministro japonês abriu o encontro em Nova York dizendo que "uma potência hoje em dia não se define apenas pelo tamanho de seu exército ou de sua economia, mas também pela liderança em diversas outras questões internacionais".

Lula discursa na Assembléia Geral da ONUEm áudio
Ouço trecho do discurso de Lula na sede da ONU.
Detalhe de foto de Marcela Haddad'My voice, my life'
Fotógrafa brasileira retrata locais pobres do mundo.
O secretário-geral da ONU, Kofi AnnanKofi Annan
Secretário-geral da ONU admite frustração em seu trabalho.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade