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Brasil se une a três países por vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil, a Alemanha, o Japão e a Índia vão pleitear em conjunto vagas permanentes para estes quatro países e também para algum país africano no Conselho de Segurança da ONU. O recém-formado G-4 teve a primeira reunião em Nova York com a presença do presidente Lula, do primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, do primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi e do ministro das Relações Exteriores alemão, Joschka Fischer. "Pelo menos os quatro que estão aqui e mais um país africano teriam de entrar (no Conselho de Segurança), mas estes países não têm uma visão excludente. Estamos em um processo de discussão e pode surgir um sexto país", disse o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, depois da reunião. Celso Amorim disse que, entre os atuais membros permanentes do Conselho de Segurança, a candidatura brasileira tem o apoio aberto de França, Reino Unido e Rússia, enquanto os chineses teriam dito que também seriam favoráveis à inclusão do Brasil, se a reforma de fato acontecer. México e Argentina Sempre que surgem discussões sobre a ampliação do Conselho de Segurança da ONU incluir um país latino-americano, também o México ou a Argentina mostram algum interesse na vaga. Em relação à Argentina, o ministro Celso Amorim disse que o Brasil está ampliando sua "parceria estratégica" com o sócio do Mercosul e que isto pode ajudar também nas discussões a respeito do Conselho de Segurança. "Atualmente o Brasil está ocupando uma das vagas rotativas no Conselho de Segurança, e nós temos um diplomata argentino fazendo parte da nossa representação. Até onde eu saiba, isso nunca aconteceu na história da ONU e não pode haver prova maior de confiança entre os dois países", afirmou. A respeito do México, o diplomata evitou fazer uma análise. "Vocês têm que perguntar ao México sobre o interesse deles e perguntar a quem convocou a reunião porque eles não foram convidados", disse. Japão O encontro em Nova York foi pedido pelo Japão que, como a Alemanha, há dez anos pleiteia a vaga no Conselho de Segurança. Analistas dizem que se aliar aos países em desenvolvimento nesta questão faz parte da estratégia japonesa para quebrar a resistência dos outros membros do Conselho de Segurança à inclusão do país. Segundo o ministro Amorim, o primeiro-ministro japonês abriu o encontro em Nova York dizendo que "uma potência hoje em dia não se define apenas pelo tamanho de seu exército ou de sua economia, mas também pela liderança em diversas outras questões internacionais". |
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